terça-feira, 26 de julho de 2016

Massagem e pilates para gestantes

A massagem e pilates para gestantes contribuem no alívio de dores e inchaço.

Pilates_cortada

      Algumas atividades podem contribuir com o bem estar das gestantes para aliviar o peso e as dores que costumam surgir durante a gravidez. A massagem, voltada especificamente para as gestantes, e o método pilates podem ser grandes aliados durante este período.
      A fisioterapeuta do Vital Urban Spa, Ariane Gorte, ressalta que alguns hábitos saudáveis irão contribuir para que as alterações física e emocionais deste período ocorram com o mínimo de desconforto possível. “O método pilates, por exemplo, por ser um exercício físico debaixo impacto, individual e trabalhar o corpo de forma global, proporciona inúmeros benefícios à gestante. Podemos citar o aumento da flexibilidade, fortalecimento muscular, respiração adequada, melhora da consciência corporal e ainda auxilia na redução de edemas”.
      Ariane ressalta que, além de tudo isso, a atividade fortalece as musculaturas da coluna e períneo, o que vai minimizar as dores lombares e auxiliar no trabalho de parto e na recuperação. “O pilates traz inúmeros benefícios à futura mamãe, mas é de extrema importância o acompanhamento de um profissional capacitado e a liberação do médico”, lembra.
      Além do pilates, a fisioterapeuta pontua a eficácia da massagem para gestantes, que é realizada de forma diferenciada, com cuidados especiais e toques suaves, focando no alívio das dores lombares e diminuição do inchaço nas pernas. “Além disso, é muito bom que a gestante realize drenagens linfáticas para controlar este inchaço e também é recomendado o acompanhamento nutricional e psicológico”, finaliza.
Matéria publicada no site Diário dos Campos.

Saiba o que é síndrome da plica sinovial

      Causada por uma inflamação na membrana que envolve a articulação do joelho, a plica sinovial é uma das causas de dores dos corredores.

plica-sinovial

      Pouco conhecida entre os corredores, a síndrome da plica sinovial pode ser uma das muitas complicações que podem causar dores no joelho. O problema é decorrência de uma dobra ou excesso de membrana que envolve a articulação da região e que, por conta do esforço repetitivo, pode vir a inflamar.
      O nome da síndrome faz referência à articulação do joelho, chamada sinovial, que é revestida por uma membrana responsável por lubrificar a articulação e reduzir o atrito. Já a plica (ou dobra) é um resquício embrionário, uma vez que essa sobra de membrana deveria ser absorvida pelo organismo durante a formação do feto.
      Apesar de quase todas as pessoas terem essa “sobra” de membrana, apenas poucas delas desenvolvem a síndrome. De acordo com Marcio Ferreira, ortopedista do Hcor, esse excesso da membrana pode ocorres em três regiões da articulação do joelho: suprapatelar (acima da patela), mediopatelar (na parte medial do joelho) e infrapatelar (abaixo da patela). “Esse resquício não traz consequência alguma em duas dessas áreas, porém, quando é na parte medial, ele pode gerar algum problema”, explica.
      Segundo o especialista, mesmo tendo a plica nessa região do joelho, a pessoa pode chegar a nunca sentir dor. “O que vai determinar isso é a espessura e a quantidade de membrana extra que ela tem. Além disso, a prática de atividades repetitivas, como a corrida, que exige muito da articulação do joelho, podem vir a inflamar ou atrofiar essa membrana”.
      O tratamento, contudo, é simples. Em um primeiro momento, é preciso de repouso e anti-inflamatório. Passada esta fase, é preciso investir no alongamento dos músculos posteriores de coxa e do ligamento retinacular, que fica nas laterais da patela; e também no fortalecimento de quadríceps. O gerente técnico corporativo da Cia Athletica, Cacá Ferreira, explica a importância dessa segunda etapa do tratamento e indica alguns exercícios.
Exercícios de Alongamento
      São indicados porque o encurtamento da musculatura do quadríceps (anterior da coxa) e dos músculos isquiotibiais (posterior da coxa) aumenta consideravelmente a pressão na articulação femuro-patelar, mantendo assim o pinçamento desta plica. “A recomendação é fazer de 3 a 4 séries dos exercícios pelo menos três vezes na semana”.
Exercícios de fortalecimento
      No início, recomenda-se fazer esses exercícios de forma isométrica, buscando o equilíbrio entre a musculatura anterior e posterior da coxa; depois, estes devem ser executados de forma dinâmica, porém sendo realizado nos últimos 30 graus de amplitude, já que nesta angulação evita que a plica seja pinçada. “Os movimentos isométricos devem ter de 30 a 60 segundos de duração, e os dinâmicos repetidos de 12 a 20 vezes. Ambos devem ser executados de 2 a 3 séries, por três vezes na semana”.

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(Fontes: Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica; e Marcio Ferreira, ortopedista do Hcor)
Matéria publicada no site da O2 Por Minuto.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Você sabe o que é a Síndrome do Piriforme?



Por: Bianca Dore

Entenda como o Pilates pode ajudar a tratar ou a prevenir o problema

      Muito comum em esportes que envolvem corrida, mudanças de direção ou descarga de peso excessiva, a Síndrome do Piriforme é uma das principais causas da dor na região glútea, provocada pela irritação no nervo ciático, decorrente do aumento da tensão ou espasmo do músculo piriforme.
      Quem sofre com a síndrome costuma relatar a presença de dores profundas, que provocam a sensação de queimaduras na região glútea que, normalmente, descem pela perna. Os sintomas são potencializados ao caminhar, correr, rotar ou abrir a perna lateralmente.
      O histórico e o exame clínico são fundamentais para o diagnóstico adequado. Exames de imagem podem ser úteis para a confirmação diagnóstica. O tratamento pode exigir medicamentos, repouso e até cirurgias, nos casos mais graves e que não apresentam melhora a partir das indicações clínicas.
      Grande aliado no tratamento, o Pilates pode agir tanto na prevenção como na reabilitação da síndrome.
      A prevenção pode ser feita por meio de um programa de exercícios individualizados que envolvem, sobretudo, alongamento dos músculos glúteos, rotadores internos e externos do quadril, mobilização do quadril e dos membros inferiores.
      O Pilates ajuda a recuperar os movimentos, a força e a flexibilidade dos membros inferiores. Exercícios de transferência que simulam o caminhar, o trote, a corrida, mudanças de direções e saltos permitem o retorno ao esporte e às atividades da vida diária de forma segura e efetiva.
      Preparamos uma série de exercícios que podem ser realizados em qualquer lugar para que a integridade do piriforme e músculos associados seja mantida.

Fotos 1 e 2 – Adaptação do Leg Stretch Séries do Barril


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Posição do corpo: Apoie uma perna estendida ou flexionada sobre uma superfície estável. Procure manter o quadril alinhado.
Movimento: Mantenha-se na posição por alguns segundos e troque de perna. Incline o tronco para frente para aumentar o alongamento.
Objetivo: Alongar musculatura posterior da perna e glúteo.

Fotos 3 e 4 – Bridging

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Posição do corpo: Mantenha os pés apoiados no chão com joelhos dobrados e coluna reta.
Movimento: Expire para elevar o quadril até formar uma linha reta do joelho ao peito. Inspire parado nessa posição e expire para retornar ao chão.
Objetivo: Fortalecer a musculatura extensora do quadril e do glúteo.

Fotos 5 e 6 – Bent Knee Opening

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Posição do corpo: Deitado, eleve as pernas e mantenha uma posição de 90 graus para quadril e joelhos.
Movimento: Inspire para deixar as pernas abrirem controladamente e expire para trazê-las de volta à posição inicial. Mantenha a coluna parada. Este exercício também pode ser feito com os pés no chão.
Objetivo: Iniciar o trabalho da musculatura do core (centro) e o trabalho da musculatura interna e externa da perna.

Fotos 7 e 8 – Side Kick

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Posição do corpo: Deite-se de lado, com a perna inferior dobrada e a de cima esticada na linha do corpo. Mantenha a coluna reta.
Movimento: Inspire trazendo a perna superior para frente e expire levando para trás. Durante todo o percurso da perna mantenha coluna e quadril parados.
Objetivo: Trabalhar a musculatura do tronco por completo para se manter equilibrado e também a musculatura lateral, anterior e posterior da perna.

Desvendando o Parkinson no ambiente Pilates



Por Selma França
      Segundo algumas pesquisas, a prática de exercícios físicos bem administrados durante o tratamento retardam os efeitos deletérios das doenças degenerativas permitindo ao paciente preservar por mais tempo a noção de tempo e espaço. E isso não é uma novidade para profissionais de movimento. A novidade pode estar relacionada à prescrição ser mais objetiva ao quadro que se apresenta.
      O Ambiente Pilates é propício para uma cinesioterapia eficaz, pois no seu repertório de exercícios existe um grande espectro de movimentos que perpassam desde o movimento passivo, os que resistem à força das molas, até os que resistem à gravidade.
      O sistema de molas do Pilates e suas diversas e amplas bases de suportes, permitem o conforto em momentos onde se torna mais difícil realizar aquele exercício prescrito no tratamento. Dessa forma, precisamos de um profissional sensível, atento e estudioso para abordar esse paciente/cliente.
      A rigidez muscular tão comum na chamada doença da imobilidade, impede movimento e o paciente tem a sensação de “travamento”. Muitas vezes o indivíduo acorda porque tentou se mover e não conseguiu. Nestes casos, precisamos trabalhar primeiramente com exercícios passivos, para atenuar esse quadro de rigidez e permitir que o paciente relaxe , libere músculos e articulações . A partir dessa melhora no tônus, ele pode conseguir mais mobilidade para realizar exercícios ativos (os de alongamento e os de resistência).
      Quando a rigidez está instalada fazer exercícios de resistência, pode não ser uma boa opção e isso precisa ficar claro. Fazê-los onde há contratura e espasticidade, pode gerar outros problemas. Aqui, exercícios passivos e de relaxamento são os recomendados.
      Para a instabilidade postural sugerimos exercícios de equilíbrio unipodal, e bipodal (estáticos e dinâmicos), bem como estímulo aos exercícios de estabilização de todo o corpo. Enfatizando que o conceito de estabilização aqui, neste texto, quer dizer ativação de músculos estabilizadores + mobilidade das articulações dentro de uma tarefa que exige controle motor.
      Para os casos onde a postura cifótica comprime o pulmão e o diafragma, é importante estimular o princípio da respiração pois dessa forma tentaremos contrapor a postura que quer se instalar enquanto os beneficiamos aumentando o volume e capacidade pulmonar e assim a elastância e complacência do pulmão, que propicia a mobilização do tronco com mais facilidade. Além disso, o diafragma fica mais livre para massagear os órgãos e ajudar no movimento dos intestinos. Normalmente os Parkinsonianos tem constipação intestinal, por conta da rigidez que é comum ao quadro e também da medicação.

Diástase Abdominal: uma disfunção preocupante



Por Marla Lopes
      Apesar dos artigos e publicações, em geral, abordarem a Diástase Abdominal apenas como um problema advindo da gravidez, o excesso de peso e os exercícios abdominais executados de forma incorreta podem contribuir para o aparecimento dessa alteração na parede abdominal, tanto em homens quanto em mulheres. Em consequência dessa deformidade na região abdominal, a integridade do “core” pode diminuir potencialmente e, ainda, criar estratégias ruins para postura, movimento e/ou respiração, e criar falhas que favoreçam o aparecimento de dor lombar e disfunções no assoalho pélvico.
      Os músculos abdominais são foco de treinamento em vários esportes e o grande objetivo em técnicas que exigem precisão e controle. Ter o abdômen bonito permeia o imaginário, o desejo contido dos “malhadores”, e caracteriza, muitas vezes, o aspecto saudável de um corpo. Mas a importância do abdômen (e seus músculos) vai além do referencial estético. O abdômen, com sua estrutura de músculos e fáscias, forma uma espécie de cinturão responsável por manter os órgãos abdominais em seu lugar e proteger todo conteúdo da cavidade abdominal.
      Estes tecidos são importantes, também, pois participam da respiração, ajudam na postura, nos movimentos do tronco, na estabilização da coluna e, ainda, contribuem para as funções que envolvem a tosse, espirro, evacuação e trabalho de parto (Lee et al, 2008; Sapsford, 2004).
      Os músculos abdominais que formam esse apoio elástico são: o reto abdominal, os oblíquos (externo e interno) e o transverso. Quando os músculos abdominais se distendem exageradamente ou sucessivas vezes, as fibras sofrem esgarçamento. A área central, conhecida como linha alba, que fica entre os retos e é formada de tecido conjuntivo, é a que mais sofre. Esta frouxidão na linha alba deixa um espaço entre os músculos retos abdominais, condição conhecida como Diástase Abdominal ou Diástase dos Retos. É mais comum acontecer próximo do umbigo e pode ser medida com os dedos ou paquímetro ou, então, de forma mais confiável, via USom.
      Nas mulheres, a diástase é causada pela gravidez, obesidade ou idade (em associação com flacidez abdominal). Na gravidez, o útero aumentado de tamanho estira o abdômen para dar espaço ao crescimento do bebê e pode favorecer essa separação das duas grandes bandas paralelas do reto abdominal.Algumas condições favorecem o aparecimento da diástase nas grávidas como: maior idade da mãe, flacidez prévia, ganho de peso aumentado (da mãe e/ou bebê), exercícios abdominais “agressivos” após o 1o trimestre, gestações múltiplas, cesariana, etc. Em geral, nas pequenas diástases, ocorre uma resolução após 6 semanas do parto (Boissonnault, 1998), mas se bem reabilitado, o abdômen pode garantir boa função, mesmo existindo uma separação maior(Lee et al, 2008).
      Embora pouco abordada, a Diástase também pode ocorrer em homens ou por aumento de peso e/ou por grandes pressões dentro do abdômen.Quando há acúmulo de gordura na região abdominal associado com distensão progressiva, por exemplo, ocorre deformidade na parede abdominal que pode provocar diástase do reto e hérnias abdominais (Pitanguy et al, 1999). Seu aparecimento está muito associado, também, ao aumento da idade, às flutuações de peso, halterofilismo, abdominais completos executados erroneamente, fraqueza abdominal familiar e condições crônicas que induzam à grande pressãodentro do abdômen (Nahaset al, 2001; Lockwood, 1998).
      Mas disso tudo, o que é preocupante para nós que trabalhamos com movimento, é que: exercícios (principalmente, abdominais ‘pesados” e carregamento de peso) executados de forma incorreta, podem aumentar exageradamente a pressão intra-abdominal, favorecendo o aparecimento da diástase dos retos e resultando, ocasionalmente, em hérnias medianas.Numa importante página da Fisioterapia atual, o estudioso dos Trilhos Anatômicos, Tom Myers, escreveu num dos seus artigos que adquiriu uma diástase em função do mau uso da técnica de Pilates: “I had a mild one myself a few years ago via bad Pilates teaching”. Triste realidade!
      O que se sabe é que uma Diástase maior que 2,5cm pode interferir na capacidade da musculatura abdominal de estabilizar o tronco e em funções como postura, controle lombo-pélvico, defecação, parto, contenção vesical. Como existe uma relação sinérgica entre os músculos abdominais e o assoalho pélvico, a diminuição da função muscular do abdômen, associada à diástase, pode afetar a performance do assoalho e provocar disfunções como a incontinência urinária de stress, incontinência fecal ou prolapso pélvico e, ainda, dor lombar (Sapsford e Hodges, 2001; Neumann e Gil, 2002; Spitznagle, 2007).
      A boa notícia é que exercícios realizados corretamente podem favorecer a prevenção ou diminuição da diástase abdominal (Mesquitaet al, 1999; Rett et al, 2009; Difiore, 2000). Os exercícios de estabilização da coluna, muito utilizados nos tratamentos da dor lombar, serão os mais indicados para esses casos. Fazer uma longa, firme e sutil contração do transverso do abdômen, associada à ativação do assoalho pélvico é a dica importante para execução de todos os exercícios. Preferir os abdominais que movimentam as pernas (sem protrusão do abdômen) aos abdominais com movimentos do tronco e sempre, adaptando os exercícios para reduzir o stress sobre a parede abdominal.
      Quando a cirurgia está indicada? Quando existem danos significativos às estruturas e uma tensão suficiente já não pode ser gerada para garantir uma pressão abdominal ideal, nem garantir a execução das funções. Ou seja: nos casos de pós-parto, onde a mulher ainda apresenta dor lombo-pélvica e/ou incontinência, mesmo após um ano realizando tratamento para restaurar a função; nos casos em que a largura da linha média está excedida e os conteúdos abdominais são facilmente palpáveis através da abertura, o que pode causar desconforto; e nos casos gerais que o tratamento não foi capaz de resolver a dor lombar e ainda há pobre controle pélvico e disfunção do assoalho pélvico.
      Assim, para prevenir ou tratar a Diástase dos Retos a melhor estratégia é estimular a ativação dos músculos profundos. Exercitar-se com cautela e boa orientação físico-nutricional pode ser suficiente para alcançar os estereótipos de beleza. A saúde não pode ser apenas um objetivo, ela tem que ser um modo de vida. Transforme sua vida, dia a dia! Mude hábitos! Evite os “exageros”, respeitando seus limites! E bons treinos!
Referências Bibliográficas:
Blanchard, PD. Diastasis recti abdominis in HIV-infected men with lipodystrophy. HIV Med. 005. 6: pp. 54-56
Boissonnault JS, Blaschak MJ. Incidence of diastasis recti abdominis during the childbearing year. Phys Ther. 1988. 68: p. 1082-1086
Chiarello CM, Falzone LA, McCaslin KE, Patel MN, Ulery KR. The effects of an exercise program on diastasis recti abdominis in pregnant women. Journal of Women’s Health Physical Therapy. 2005. 29: pp. 11-16.
Difiore J. O guia completo para a: Boa forma física pós natal. São Paulo: Manole, 2000.
Lee DG, Lee LJ, McLaughlin L. Stability, continence and breathing: The role of fascia following pregnancy and delivery. Journal of bodywork and movement Therapies. 2008 – Elsevier.
Lockwood T. Rectus muscle diastasis in males: primary indication for endoscopically assisted abdominoplasty. Plast Reconstr Surg. 1998. 101: pp. 1685-16891
Mesquita LA, Machado AV, Andrade AV. Fisioterapia para Redução da Diástase dos Músculos Retos Abdominais no Pós-Parto. RBOG 1999; 21(5):267-272.
Nahas FX, Augusto SM, Ghelfond C. Nylon versus polydioxanone in the correction of rectus diastasis. Plast Reconstr Surg. 2001.107: pp. 700-706
Neumann P, Gill V. Pelvic floor and abdominal muscle interaction: EMG activity and intra-abdominal pressure. Int Urogynecol J Pelvic Floor Dysfunct. 2002. 13: p. 125-132
Pitanguy I, Jaimovich CA, Mazzarone F, Parra JFN. Semiologia da Parede Abdominal: seu valor no Planejamento das Abdominoplastias. Rev.Soe. Bras. CiroPlást. 1999. v.l4 n.3 p. 21-50.
Rett MT, Braga MD, Bernardes NO, Andrade SC. Prevalence of diastasis of the rectus abdominis muscles immediately postpartum: comparison between primiparae and multiparae. Ver Bras Fisioter. 2009; 13(4): 275-80.
Sapsford RR, Hodges PW, Richardson CA, Cooper DH, Markwell SJ, Jull GA. Co-activation of the abdominal and pelvic floor muscles during voluntary exercises. Neurourol Urodyn. 2001. 20: pp. 31-42

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Como o tênis de corrida interfere na sua pisada?

      Estudo mostra as diferenças na mecânica da passada quando se corre descalço e com tênis.

Como o tênis de corrida interfere na sua pisada? (Foto: Shutterstock)

      Apesar de nascido para correr, o ser humano definitivamente não foi preparado para fazer isso no asfalto. O concreto gera um alto impacto nas articulações, músculos, ligamentos e ossos, sobrecarregando essas áreas. Para evitar esses problemas, os atletas apostam nas tecnologias de amortecimento dos tênis de corrida. Contudo, apesar da evolução dos calçados, o número de lesões em corredores não tem diminuído ao longo dos anos, fazendo com que a eficácia dos pisantes passasse a ser questionada.
      Para entender a maneira como o tênis interfere na execução da pisada, um grupo de pesquisadores da Austrália resolveu fazer um estudo para comparar as diferenças entre correr descalço e com tênis. Segundo eles, ao correr descalço, os pés agem como molas, absorvendo o choque do impacto, que é usado como energia para impulsionar a próxima passada. Já na corrida com tênis, eles acreditavam na hipótese de que os calçados com alto amortecimento interferiam nesse processo, estimulando os músculos do pé a relaxarem, o que enfraqueceria a passada.
      Por meio de sensores de força colocados na sola do pé e capazes de verificar a ativação muscular, os pesquisadores analisaram o impacto das passadas em 16 voluntários. Eles constataram, então, que o calçado realmente interfere no movimento, diminuindo o contato do arco do pé no chão – na corrida descalça, observou-se que a região plantar encosta quase que inteira no chão.
      Entretanto, ao contrário do que se esperava, não foi constatado que houve um enfraquecimento da musculatura por conta do tênis. Na verdade, o calçado fez os músculos do pé trabalharem mais para manter o arco estável, mostrando que eles interferem na mecânica da passada, mas não da maneira como os pesquisadores acreditavam. O estudo completo pode ser obtido por meio do site do Journal of The Royal Society Interface.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Saiba o que é síndrome da plica sinovial

      Causada por uma inflamação na membrana que envolve a articulação do joelho, a plica sinovial é uma das causas de dores no joelho dos corredores.

Você sabe o que é síndrome da plica sinovial?

      Pouco conhecida entre os corredores, a síndrome da plica sinovial pode ser uma das muitas complicações que podem causar dores no joelho. O problema é decorrência de uma dobra ou excesso de membrana que envolve a articulação da região e que, por conta do esforço repetitivo, pode vir a inflamar.
      O nome da síndrome faz referência à articulação do joelho, chamada sinovial, que é revestida por uma membrana responsável por lubrificar a articulação e reduzir o atrito. Já a plica (ou dobra) é um resquício embrionário, uma vez que essa sobra de membrana deveria ser absorvida pelo organismo durante a formação do feto.
      Apesar de quase todas as pessoas terem essa “sobra” de membrana, apenas poucas delas desenvolvem a síndrome. De acordo com Marcio Ferreira, ortopedista do Hcor, esse excesso da membrana pode ocorres em três regiões da articulação do joelho: suprapatelar (acima da patela), mediopatelar (na parte medial do joelho) e infrapatelar (abaixo da patela). “Esse resquício não traz consequência alguma em duas dessas áreas, porém, quando é na parte medial, ele pode gerar algum problema”, explica.
      Segundo o especialista, mesmo tendo a plica nessa região do joelho, a pessoa pode chegar a nunca sentir dor. “O que vai determinar isso é a espessura e a quantidade de membrana extra que ela tem. Além disso, a prática de atividades repetitivas, como a corrida, que exige muito da articulação do joelho, podem vir a inflamar ou atrofiar essa membrana”.
      O tratamento, contudo, é simples. Em um primeiro momento, é preciso de repouso e anti-inflamatório. Passada esta fase, é preciso investir no alongamento dos músculos posteriores de coxa e do ligamento retinacular, que fica nas laterais da patela; e também no fortalecimento de quadríceps. O gerente técnico corporativo da Cia Athletica, Cacá Ferreira, explica a importância dessa segunda etapa do tratamento e indica alguns exercícios.
Exercícios de Alongamento
      São indicados porque o encurtamento da musculatura do quadríceps (anterior da coxa) e dos músculos isquiotibiais (posterior da coxa) aumenta consideravelmente a pressão na articulação femuro-patelar, mantendo assim o pinçamento desta plica. “A recomendação é fazer de 3 a 4 séries dos exercícios pelo menos três vezes na semana”.
Exercícios de fortalecimento
      No início, recomenda-se fazer esses exercícios de forma isométrica, buscando o equilíbrio entre a musculatura anterior e posterior da coxa; depois, estes devem ser executados de forma dinâmica, porém sendo realizado nos últimos 30 graus de amplitude, já que nesta angulação evita que a plica seja pinçada. “Os movimentos isométricos devem ter de 30 a 60 segundos de duração, e os dinâmicos repetidos de 12 a 20 vezes. Ambos devem ser executados de 2 a 3 séries, por três vezes na semana”.
Fonte: http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/saude/voce-sabe-o-que-e-sindrome-da-plica-sinovial/