quarta-feira, 19 de junho de 2013

ATÉ QUE PONTO É NORMAL SENTIR DOR?

Cuidado para não exigir do seu corpo mais do que ele pode suportar



Você já dever ter ouvido falar naquela famosa expressão, “no pain, no gain” (sem dor, sem ganho), não é? Realmente, a dor não é exclusividade de atletas de alto nível e está presente na vida de todos que praticam esporte. Mas, é preciso saber diferenciar quais dores realmente são normais na vida de corredores comuns.
O Dr. Carlos Vicente Andreoli, médico do esporte e ortopedista do Instituto do Atleta (INA) explica: “A dor na prática da corrida é uma queixa frequente, que acomete de 40 a 85% dos corredores, e ocorre tanto em atletas iniciantes quanto em competitivos.”
As dores, geralmente, são provocadas pelo aumento da intensidade e do ritmo de treino, que forçam a musculatura a fazer uma carga de esforço que não está acostumada a exercer. Veja abaixo as diferenças entre as dores normais sentidas por iniciantes e por atletas competitivos, segundo o Dr. Andreoli:
• Dores sentidas por iniciantes
A dor muscular tardia é algo comum entre iniciantes. Ocorre entre 24h a 48h após os treinos, devido ao acúmulo de ácido láctico e, normalmente, melhora com a retomada dos treinos.
• Dores sentidas por atletas competitivos
São comuns, principalmente, as tendinopatias no tendão patelar e no calcâneo e, as fraturas por estresse devido à alta quilometragem percorrida.
No caso dos iniciantes, incômodos musculares passageiros, após os treinos, são comuns e não devem preocupar. Mas se a dor persistir, o mais sensato a fazer é parar com os treinamentos e procurar ajuda médica.
“A partir do momento que a dor aparece, sempre após o treino e durante a corrida, tornando-se contínua, pode se tornar patológica e prejudicar o desempenho do atleta. A melhor conduta é interromper a corrida e procurar auxílio médico”, recomenda o Dr. Andreoli.
Dores anormais, ou seja, aquelas que vão além de incômodos musculares passageiros, geralmente, são causadas pela prática exagerada e incorreta de treinamentos e exercícios. Por isso, é fundamental procurar um médico e um treinador antes de começar a correr.
Leandro Sandoval, Diretor Técnico da Life Training Assessoria Esportiva, enumera asprincipais lesões que uma dor não tratada pode causar:
1. Tendinites no tendão calcâneo
Inflamação do tendão calcâneo, por causa do excesso de impacto e esforço.
2. Tendinite no joelho
Inflamação dos tendões do joelho por causa do forte impacto.
3. Bursite no quadril
Inflamação causada por desnível no momento de tocar o solo e por esforço demasiado.
4. Pubalgia ou osteotite do pubis
Inflamação devido ao impacto com passada muito larga.
5. Fratura por estresse
Fratura mesmo, excesso extremo de impacto após longo período de dor.
6. Condromalacia patelar
Inflamação devido ao desgaste de cartilagem na patela.
7. Periostite Tibial
Inflamação do periósteo, película que recobre o osso, por causa de pronação ou excesso de esforço.
8. Canelite
Inflamação da canela devido ao alto nível de esforço
9. Lombalgia
Inflamação da coluna lombar, por falta de fortalecimento ou muito impacto.
10. Trato Ilitibial 
Dor do lado ocorre por ritmo forte e falta de alongamento e fortalecimento.
11. Fascite plantar
Inflamação na planta do pé, devido à alta quantidade de impacto.
Sandoval também indica e lista as principais medidas a serem tomadas para evitar essas lesões:
1. Alongamento.
2. Trabalho de reforço muscular (musculação, pilates, funcional, core, etc).
3. Correr de acordo com o ritmo, que deve ser adequado ao seu nível de condicionamento físico.
4. Respeitar os limites do treino, ou seja, nunca terminar o treino extremamente cansado.
5. Usar calçado adequado e respeitar o tempo de vida do tênis.
Sintomas como dor de cabeça, enjoo, tontura, dor no peitoral, ombros e pescoço não são causados pela atividade física. Caso você tenha algum desses sintomas após a prática de exercícios, procure um médico.
Fonte: Revista O2 - 17/06/2013

NOVE RAZÕES PARA VOCÊ OUVIR O SEU CORPO



Saber ouvir o corpo significa treinar com mais segurança. Sinais denunciam problemas corriqueiros, como sede, fome e sono. Mas quando o assunto é corrida, o organismo aponta qual a decisão correta de forma mais sutil. Além dos sinais óbvios — que pedem água, comida ou cama —, o corpo pode indicar que precisa de mais foco no treinamento, descansar por uns dias etc. Para desfrutar do que o corpo diz ao corredor, é preciso ouvir, decifrar e aceitar as mensagens.

Bebeu água?
Garganta e pele ressecadas são os sintomas mais óbvios de sede. Mas se não der ouvidos a esses sinais, você pode desenvolver algo mais grave: a desidratação, que pode se manifestar sob a forma de dores de cabeça, fraqueza, cansaço e até aumento da frequência cardíaca. Para evitar esse risco, leve sempre uma garrafinha de água para seus treinos. Se vai para um parque, deixe-a guardada atrás de alguma árvore e beba um pouco a cada passagem por ela — uma atitude simples e que evita vários problemas.
A regrinha do trote
Se você acordou cansado além da conta ou sentiu algum incômodo num dia de treino e não tem certeza se o seu corpo está pronto para correr novamente, adote a “regrinha do trote”. Saia para uma corrida (bem!) leve, de cerca de 20 minutos, e veja como seu corpo responde. Se a dor piorar, ou o cansaço ameaçar consumi-lo, pare na hora e vá se esticar no sofá — seu corpo está pedindo descanso! Já se estiver sentindo-se bem, volte a correr normalmente. “Esse cansaço é natural e costuma surgir principalmente nas semanas de treino pesado. Na maioria das vezes, após um aquecimento mais longo, o corpo dá um sinal positivo e você pode seguir com o exercício programado”, explica o treinador Julio Coelho, da assessoria esportiva que leva seu nome.
Dor simétrica ou assimétrica
Esta regra é bem simples, aplicada aos joelhos e aos músculos. Doeu dos dois lados? O corpo está dizendo que o treino foi duro e que está assimilando toda a carga. Já se apenas o joelho esquerdo “reclamou”, ou a coxa direita fisgou, pode significar o início de uma lesão. “Quando a dor é uma resposta ao estímulo de um treino, normalmente ocorre de forma simétrica. Já aquela dor unilateral pode ser um início de uma lesão”, alerta Julio Coelho. Claro que você não deve levar isso a ferro e fogo, mas entender essa ideia e saber interpretar os incômodos pode ajudar a distinguir uma lesão de uma dor natural do treino.
De olho no cronômetro
Digamos que sua planilha contenha um ou dois treinos intervalados na semana. Um deles prescreve 10x (400 metros em 1min30s). Na hora do treino, os primeiros “tiros” ficam dentro do tempo estipulado. Porém, se no final o seu desempenho caiu, você deve refletir seriamente se não está cansado demais. Em caso positivo, junte suas trouxinhas e vá descansar, sob o risco de uma grande piora. “Num bom programa de treino, até o cansaço está programado para chegar no momento certo. Na maioria das vezes, porém, ele é causado pela falta de concentração do aluno”, explica Julio. Ou seja, se o ritmo caiu, concentre-se ainda mais no próximo “tiro” e veja o que acontece. A solução pode estar aí!
Não subestime as lesões
Dor muscular pode ser um sinal de adaptação do corpo a um novo treinamento, especialmente quando se aumenta o volume e a intensidade dos treinos. Mas não deve fazer parte de sua rotina. Pelo contrário: tem de desaparecer tão logo se adapte à nova intensidade. Já dores nos tendões e nervos são mais sérias e não devem ser vistas como naturais. Por isso, se depois de um longão você sentir aquela “fisgada”, talvez precise de um bom período de recuperação ou tratamento. “Na dúvida, diminua o ritmo e observe o que sente”, recomenda Julio Coelho. “Se for apenas uma dorzinha, essa tática a fará passar depois de um tempo”, garante. Se os sintomas persistirem mesmo depois do repouso, porém, procure um médico.
Tenha paciência
Certas coisas na vida só vêm com a experiência. Deixe a corrida seguir seu rumo e levar seu tempo. Talvez você simplesmente precise cometer alguns errinhos hoje para passar a dar ouvidos ao que seu corpo tem a dizer. E isso, inevitavelmente, vem com o tempo.
Esteja um passo à frente do seu corpo
Somos capazes de prever algumas situações desagradáveis antes de elas acontecerem. Ou você nunca “pressentiu” a chegada de uma gripe? Na corrida, também é possível fazer isso estando atento aos sintomas. “É sinal de sabedoria ouvir o corpo e respeitar quando sentir que ele está realmente cansado. Fique aos sinais e respeite-os!” , avisa o treinador. Portanto, antes de uma lesão iminente, quando seu organismo já dá mostras de cansaço extremo, faça um treino regenerativo, um cross training na bike ergométrica ou simplesmente fique em casa descansando.
Ouça (também) seu treinador
Às vezes você está tão focado no treinamento que não consegue enxergar erros cometidos ao longo da preparação. É exatamente para isso que o treinador está La. Detalhes como a posição dos braços, a postura do tronco e até a largura das passadas – questões que aparentemente não têm importância – podem interferir no desempenho. Ouvir as dicas do técnico e fazer pequenos ajustes pode ajudá-lo a correr melhor e de forma mais econômica, além de evitar lesões.
Invista no autoconhecimento
Algumas atividades ajudam a conhecer melhor o corpo e a ter maior consciência sobre o que se passa dentro da caixa de ossos e músculos. É o caso da ioga, do pilates e até dos alongamentos, exercícios que priorizam movimentos leves e de autoconhecimento corporal e que, de quebra, nos dão melhor equilíbrio e postura para a corrida. “Essas técnicas, quando levadas a sério, sob orientação de um bom profissional, podem auxiliar na adoção de uma boa postura, na prevenção de lesões e, consequentemente, na melhora da performance.” 
(Matéria publicada na Revista O2, edição nº 121, maio de 2013)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Doping e a busca pelo desempenho de alta performance

dopping-e-a-busca-pelo-desempenho-de-alta-performance

      Cada vez mais atletas utilizam substâncias e procedimentos proibidos para melhorar os resultados, aumentar a resistência ou inibir a dor 

      Frequentemente, os noticiários informam que mais um atleta foi acusado de doping. O caso mais impactante neste ano foi o do ciclista americano Lance Armstrong que assumiu ter utilizado substâncias proibidas. O atleta que foi sete vezes campeão da Volta da França, principal competição da modalidade, confessou ter utilizado testosterona, cortisona, hormônio do crescimento, EPO e até mesmo transfusão do próprio sangue para obter melhores resultados e desempenho de alta performance. 

      Recentemente, Deco, jogador do Fluminense foi acusado de doping e seu julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, dia 14, no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro. O caso de Deco é semelhante ao do jogador Carlos Alberto, do Vasco da Gama, que foi julgado e absolvido no dia 22 de maio. O jogador foi acusado de utilizar furosemida, substância diurética que auxilia na eliminação de líquidos do corpo, podendo ser utilizada para emagrecer. Além disso, também é usado para que atletas escondam esteroides anabolizantes e outros produtos vetados pelos regulamentos esportivos que tenham ingerido. Carlos Alberto foi absolvido ao argumentar que a presença da substância teria sido causada por erro do laboratório de manipulação de medicamentos.

Mas o que é realmente considerado doping?

      Segundo o dicionário da língua portuguesa, doping é o “uso ilegal, por um atleta, de substâncias químicas que lhe aumentem o desempenho”. Já o mestre e doutor em fisiologia do exercício, Dr. Turibio Leite de Barros, afirma que os critérios para caracterizar uma substância como dopante são muitas vezes subjetivos. “De maneira geral, pode se dizer que as substâncias consideradas doping trazem um benefício artificial e de efeito farmacológico, alterando o desempenho do atleta, seja na melhora da performance, aumentando a resistência ou até mesmo inibindo a dor”, explica.

      O médico e especialista em medicina do esporte e exercício, Dr. Dimas Elias Democh Junior, acrescenta que o doping, além de alterar a performance do atleta durante uma competição esportiva e fora dela, também é potencialmente prejudicial à saúde do atleta e contrário ao espírito da competição. “Os fundamentos do código mundial de antidoping buscam preservar os princípios básicos do esporte e o espírito esportivo, como valores de ética, saúde, excelência no rendimento, dedicação, respeito às regras, respeito a si próprio e aos outros participantes”, afirma Dr. Democh.

      No entanto, nem toda substância exógena é considerada doping. Esse grupo de substâncias deve ser separado entre nutrientes e medicamentos. Afinal, os suplementos também atuam no desempenho de um atleta e não entram na lista dos produtos considerados doping. Até mesmo os suplementos que auxiliam na recuperação não podem ser considerados doping, a menos que sejam medicamentos ou estejam na lista de produtos proibidos. O atleta pode utilizar substâncias exógenas e métodos como recursos ergogênicos, ou seja, que são capazes de melhorar o desempenho, mas que não trazem risco à saúde e não estão na lista de substâncias ou métodos proibidos pela World Anti-Doping Agency (WADA). Dr. Democh exemplifica citando a estratégia individualizada para o consumo de carboidratos, proteínas e aminoácidos pré, durante e pós competições ou treinos.

      A cafeína, por ser um composto com efeito de estimulante psicomotor já foi consideradadoping pela WADA. No entanto, desde 2004, ela está na lista de substâncias monitoradas, porém seu uso não é mais proibido como possível recurso ergogênico.

      Algumas substâncias não tem o efeito positivo na performance do atleta, mas também são consideradas doping, como no caso das drogas de consumo social, como maconha e cocaína. Segundo o Dr. Turíbio, essas substâncias pioram o desempenho do atleta, mas são consideradasdoping por ser contrários ao espírito da competição.

Procedimentos considerados doping

      Há ainda outras técnicas que mesmo sem ser estar associado a um medicamento são consideradas doping. Dr. Turibio conta que os critérios para considerar uma substância ou procedimento como doping são subjetivos. Um exemplo é a transfusão do próprio sangue do atleta antes das provas que melhora a resistência do competidor. Esse procedimento, utilizado pelo ciclista Armstrong, é considerado doping e proibido pelas entidades esportivas.

      Já as estratégias de intervenção psicológicas para o aumento de performance, como por exemplo, a hipnose, não são consideradas doping. “Essas estratégias de intervenção psicológica podem agir como recursos ergogênicos a medida que podem melhorar a performance do atleta”, explica Dr. Democh. No entanto, Dr. Turíbio diz que os procedimentos psicológicos ainda não entram no contexto atual do doping e não há uma legislação específica ainda, por ser uma área ainda de conceito incipiente. 

Doping X Alto desempenho

      Historicamente existem relatos que desde os jogos Olímpicos da antiguidade atletas ingeriam chás com substâncias capazes de melhorar o desempenho nas competições. Segundo Dr. Democh, durante a evolução da prática esportiva se observam, concomitante, a descoberta ou desenvolvimento de substâncias com o intuito de aumentar o rendimento. “A medida que o uso de substâncias ditas como doping se disseminou no esporte foi necessário criar mecanismos que coibissem a prática, tanto para preservar a saúde dos atletas pelo uso excessivo destes fármacos, tanto para que os atletas competirem em igualdade e preservando a ética no esporte”, ressalta o médico do esporte.

      A evolução da ciência do esporte com a melhora do treinamento e o uso de novos recursos ergogênicos ocorre em paralelo com a produção de fármacos proibidos. Dr. Democh acrescenta que a soma dessas duas variáveis se torna atrativa ao atleta, independente dos danos causados à saúde, pela melhora rápida do rendimento e pelo maior potencial de vitória nas competições.

      Dr. Democh acredita que as regras atuais do dopping não atrasam o desenvolvimento de novos patamares de performance. As agências de antidoping, enquanto na sua função reguladora, visam manter os princípios da prática esportiva e a saúde dos atletas que devem competir em igualdade.

Fiscalização do doping

      Atualmente há uma indústria do doping voltada para melhora no rendimento dos atletas e que tem como retorno vultosos lucros quando se alcança a vitória. Em alguns casos, isso possibilita o desenvolvimento de novas substâncias que somente serão descobertas mais tarde pelas agências regulatórias. Dr. Democh afirma que investimentos contínuos e cada vez maiores devem ser feitos para que se coíba e detecte precocemente essas substâncias. “Punições mais rigorosas e papel educacional desde as categorias de base também são imprescindíveis para a eficiência no controle do antidoping”, diz.

Consultoria Técnica: Márcio Santos

Por Jornalismo Portal EF 

Provas de longa duração exigem cuidados especiais com a nutrição

provas-de-longa-duracao-exigem-cuidados-especiais-com-a-nutricao

Não é novidade dizer que os atletas devem ter hábitos saudáveis para ter um bom desempenho. 

      Atletas de provas de longa duração, como ciclismo, travessias, maratonas, triatlon, necessitam também de cuidados especiais em relação à nutrição. Segundo a nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, Giovana Guido, o atleta deve manter um estilo de vida saudável, ou seja, uma boa dieta e suplementação deve ser parte do dia a dia dele, só assim os resultados no esporte serão melhores. “Se o praticante só se preocupar com a alimentação perto dos períodos de atividade ou competição, ele nunca desempenhará seu potencial máximo”, afirma.

      No dia a dia, os principais cuidados são: alimentar-se de três em três horas, ter uma dieta equilibrada entre proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade, utilizar uma suplementação de proteínas, principalmente após o treino, evitar a ingestão de álcool, excesso de açúcares e sódio, ingerir diariamente de produtos naturais. Se a dieta, treino e repouso estiverem bem orientados e praticados, o atleta terá boa reserva de glicogênio muscular, ou seja, acumulado de carboidrato no músculo. Com um estoque adequado, haverá um equilíbrio entre boa performance e recuperação dos músculos. Se um dos fatores estiver incorreto o atleta pode ter uma queda nessa reserva, o que afetará seu desempenho, causando fadiga rapidamente.

      A nutricionista Giovana também aconselha que o atleta faça uma hidratação diferenciada no dia a dia, além da ingestão durante treinos e provas. Giovana ressalta que cada pessoa tem seu perfil ideal de hidratação e o indicado é procurar aconselhamento com um técnico ou nutricionista esportivo. No entanto, de maneira geral, ela aconselha as mulheres a ingerir 2,5 litros de líquido por dia e para os homens, 3,5 litros ao dia. Durante a prova ou treinamento, deve-se consumir entre 150 ml e 200ml de água a cada 15 ou 20 minutos, e após uma hora de prática esportiva deve-se ingerir bebidas esportivas. É importante a hidratação durante a prova, pois o suor é a forma que o corpo encontra de dissipar o calor, evitando o aumento acentuado da temperatura do corpo, o que pode prejudicar o desempenho físico.

      O triatleta, Roberto Toscano, que já participou de duas edições do XTerra, quatro edições do Meio Ironman Brasil e três edições do Ironman Brasil, ressalta que o atleta deve repor tudo o que perde durante a atividade, que certamente é muito mais do que água. A nutricionista orienta utilizar algum tipo de bebida com carboidratos e sais minerais, os tradicionais repositores, se o treino durar mais que 90 minutos. “Se o treino durar mais do que 120 minutos, muitos atletas começam a sentir fome mesmo, então, pode ser que o líquido não seja suficiente, então é preciso ingerir alimentos como: barras energéticas ou protéicas, frutas secas, batata doce, torradas, oleaginosas e bisnaguinhas”, afirma Giovana. De maneira geral, deve-se consumir um grama de carboidrato a cada quilo do peso para cada hora de exercício, ou seja, se o atleta pesar 60 quilos, ele deverá consumir 60 gramas de carboidrato a cada uma hora de exercício. Além disso, a nutricionista ainda acredita que ingerir BCAA´s na forma de cápsulas ou em pó durante os treinamentos é uma estratégia eficiente para evitar catabolismo e auxiliar na recuperação.

      Toscano lembra que quem participa desse tipo de atividade tem certamente um grande desgaste físico não só durante a prova, mas também em seus treinamentos. “A alimentação reforçada e de qualidade, por meio de alimentos saudáveis e suplementação adequada é fundamental para evitar o desgaste e um possível catabolismo do esportista”, ressalta o triatleta.

      Antes de iniciar um treinamento ou prova, Toscano conta que costuma consumir carboidratos no mínimo 30 minutos antes do início das atividades físicas. “Carboidratos são fundamentais para gerar energia durante os treinamentos”, acredita o triatleta. A nutricionista diz que a refeição pré-treino depende muito da rotina do atleta e que tipo de refeição essa pessoa irá ingerir antes. Se for uma refeição pequena ou um lanche mais rápido, deve ser consumida em torno de 30 a 40 minutos antes do início da atividade física. Os lanches rápidos são banana com aveia; queijo branco; vitamina de frutas com whey protein e quinoa; torradas integrais com creme de ricota light e frutas. Se for uma refeição maior, ela deve ser feita entre duas ou três horas antes do início da atividade física. Algumas opções para essas refeições são macarrão integral com atum e molho de tomate; arroz, feijão, filé de frango e salada; ou batata doce assada com peixe e legumes.

      Após o treino, a refeição ou suplementação deve ser feita em até no máximo 30 minutos após o termino do exercício. “A composição ideal para essa refeição é uma mistura de proteínas e carboidratos de rápida digestão e absorção”, aconselha Giovana. Whey protein com frutas; whey protein com dextrose ou maltodextrina; tigela de açaí com frutas, granola e whey protein; filé3 de frango com batata inglesa; ou ainda torrada light com peito de peru e suco de frutas são algumas das opções pós-treino.

      Toscano lembra que antes, durante e depois dos treinamentos de longa duração deve-se repor e estocar tudo o que se perde para manter a integridade do organismo. Entre os suplementos necessários para esses esportistas estão principalmente as proteínas, aminoácidos, antioxidantes e carboidratos.

Por Jornalismo Portal EF

A importância da postura nas atividades resistidas


      Após os anos 70, o surgimento das academias foi considerado um dos maiores fenômenos sociais em todo o mundo. Diferente do que ocorria inicialmente, quando as academias eram procuradas apenas para fins estéticos e principalmente por homens, hoje podem ser consideradas verdadeiros centros de promoção de saúde, atraindo públicos de ambos os sexos, variadas idades e com objetivos diversos.
      Os movimentos corporais resultam de cadeias musculares e para que permaneçam em condição de equilíbrio, qualquer desequilíbrio deve ser compensado no mesmo plano, ou seja, a correta execução dos movimentos do corpo humano depende de uma boa postura. Logo, para uma execução adequada dos exercícios resistidos, uma boapostura é de grande importância, tanto na busca por melhores resultados quanto na prevenção de lesões, que podem ocorrer quando se executa exercícios de forma incorreta.
      A Academia Americana de Ortopedia conceitua postura como o estado de equilíbrio dos músculos e ossos com capacidade para proteger as demais estruturas do corpo humano de traumatismos, seja na posição em pé, sentada ou deitada. Para Kendall, postura é o alinhamento esquelético ideal que envolve uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, conduzindo à máxima eficiência do corpo.
      Ressalto aqui a importância de uma boa postura verificando a elevada quantidade de estudos que observam padrões posturais de pessoas praticantes de diferentes modalidades.
      Embora tenhamos identificado no estudo: “Prevalência de alterações posturais em praticantes de musculação” que o treinamento resistido ainda apresenta conhecimentos baseados em “mitos”, levando muitas vezes a práticas do ponto de vista fisiológico e/ou biomecânico, as modalidades de caráter resistido já vêm se mostrando, há um tempo, uma eficiente ferramenta na melhora do desempenho do sistema muscular esquelético.
      O treinamento resistido vem recebendo grande importância tanto para fins de manutenção da saúde quanto para o aprimoramento do desempenho esportivo e a reabilitação, o Pilates é um deles.
      Mas nunca esqueça que a presença do profissional especializado da área é mais do que uma tendência de mercado, é fundamental em um investimento na qualidade dos serviços prestados, pela promoção da saúde dos clientes e pela potencialização dos resultados decorrentes do treinamento.
Fonte: Por Rafaela Porto
Instrutora Certificada STOTT PILATES ™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit CREF 04836-G/SP
June 14th, 2013 by Revista Pilates

PILATES E TREINAMENTO FUNCIONAL ORIENTADO PARA O SURF


      O surf é um esporte que trabalha o corpo inteiro, por isso, devemos dar uma atenção especial a ele.
      O Pilates e o Treinamento Funcional trazem ótimos resultados na melhora de equilíbrio, força, resistência e flexibilidade para uma prática mais segura, diminuindo muito o risco de lesões dentro e fora do mar.
      O Treino Funcional chega com uma técnica aprimorada, trabalhando no ganho de força e equilíbrio através das dificuldades proporcionadas pelo próprio corpo. Temos que trabalhar utilizando ângulos específicos para dar instabilidade e ganho de força. Muitas vezes não se utiliza nenhum material, apenas o corpo. Que já traz muitas limitações na execução dos movimentos. Podemos ainda acrescentar o TRX, ou Treino Suspenso. Este também faz parte do Funcional, porém, como o nome diz, você executa os movimentos em suspensão. Tornando ainda mais difícil a prática.



      Já o Método Pilates amplia o leque de trabalho específicos para os surfistas. Por dar ênfase no trabalho do CORE (região Abdominal, Lombar e Pélvica), trazendo força e controle através de instabilizações controladas e seguras, proporciona um ganho absurdamente incomparável a práticas como musculação, natação ou lutas. Todas estas trazem benefícios também, porém, com certas restrições de ganhos e segurança.

Dr. Joel Steinman - médico especialista do esporte, Pilates e surfista a mais de 30 anos. Diretor TAO PILATES - Instituto de Medicina do Esporte

      Por se tratar de uma técnica apurada no controle corporal, deve ser feita sob a orientação de um profissional capacitado. O Próprio surf oferece um ganho postural muito bom, porém, devemos dar uma atenção especial para a Coluna Cervical e Lombar, pois vários atletas e apenas praticantes comuns podem desenvolver alguma lesão relacionada a posição em que o surfista se encontra por um período de tempo maior, que é durante a sua remada. 
      Temos que trabalhar no reforço da Coluna Vertebral por inteira, atentando juntamente no equilíbrio, consciência Corporal, coordenação motora e respiração. O Pilates é uma técnica que consegue trazer resultados muito rápidos, tanto no ganho de condicionamento físico quanto na reabilitação.
      A técnica utilizada no Estúdio Manoel Fagundes - Treinamento Físico, pelo Professor Manoel Fagundes (CREF nº 011109-G/RS), é a mesma do Instituto Tao Pilates, conquistada através de cursos específicos no mesmo instituto, com a orientação do próprio Dr. Joel Steinman e seus instrutores.


      Venha conhecer e surpreenda-se o Método Pilates.

Manoel Fagundes - Treinamento Físico
Fones: 3429-3552 / 9190-4410

sábado, 15 de junho de 2013

RITMO CERTO GARANTE VIDA LONGA

Estudos revelam velocidade ideal para vida mais longa e saudável: 5’20’’ por km



       5min20s por quilômetro (5’20’’/km). Este é o pace que você deve manter se quiser viver mais – e com qualidade de vida. Segundo uma pesquisa divulgada por especialistas da American College Sports Medicine, a maior organização de medicina esportiva do mundo, em seu encontro anual de 2012, em São Francisco, nos Estados Unidos, existe, além do número a cima, um limite máximo de quilometragem por semana: 40km no máximo, dividido entre duas ou cinco vezes ao longo de sete dias.
      De acordo com o estudo, essa dosagem, digamos assim, garantiria 19% a mais de vida em relação a quem não corre. O dado preocupante, ainda segundo esse estudo, é que quanto mais rápido um atleta correr e quanto mais quilometragem acumular, a partir da “dose certa”, menos vantagem ele levará sobre os sedentários.
Confira a curva de impacto da corrida, de acordo com a tabela divulgada pela ACSM:
Km por semana | Redução de risco
2 a 10                                   22%
5 a 18                                   15%
18 a 33                                 27%
27 a 35                                 25%
37 a 44                                 10%
Mais de 46                             5%

Dias por semana | Redução de risco
1                                             19%
2                                             35%
3                                             19%
4                                             18%
5                                             19%
6                                             14%
7                                             7%

Pace por km | Redução de risco
7’30’’                                    10%
6’10’’                                    21%
5’20’’                                    27%
4’40’’                                    7%
Fonte: Revista O2.