quarta-feira, 31 de julho de 2013

Comprar o tênis específico para cada pisada é necessário?

durabilidade

      Aventurar-se a dar as primeiras passadas no asfalto é a primeira atitude para fugir do sedentarismo e melhorar a saúde. Porém, antes de correr para as lojas e adquirir o primeiro par de tênis, é importante saber qual o seu tipo de pisada: pronada, supinada ou neutra.

      A pisada pronada é caracterizada pelo toque da parte interna do pé primeiro no solo, fazendo com que o impulso seja feito praticamente pelo dedão. Já na pisada supinada, vemos o inverso: o toque ocorre primeiramente do lado externo. A pisada neutra ocorre quando o pé toca o chão e segue uma linha reta até a elevação do dedão.

      De acordo com o ortopedista, Dr. André Felipe Ninomiya, realizar o teste da pisada, oferecido por diversas lojas do segmento esportivo, é um complemento. “O exame clínico é o mais importante, porque se o paciente tiver algum problema será necessária a indicação de um calçado específico. Porém, o teste também é importante”, explica.

Indispensável - Depois de realizar os exames necessários, pacientes que precisam corrigir a pisada são instruídos a utilizar uma palmilha ortopédica, que tem função de corrigir e tratar o problema. “Colocá-la em um tênis neutro é o suficiente para corrigir a pisada. Porém, se o atleta já utilizar o calçado específico para a sua pisada, a palmilha provavelmente não será necessária”, afirma Ninomiya.

      Segundo o ortopedista, um ponto importante apontado pelos especialistas para manter a saúde do corpo em dia é a característica do solado. “Para a corrida de rua, é indispensável que haja estabilidade e amortecimento, por isso indicamos um solado rígido. Para os aventureiros, que gostam de correr nas trilhas, o importante é ter um solado com base larga”, sugere. 

Complicações - André Ninomiya acrescenta que correr com o tênis errado pode trazer impactos no corpo. “Por exemplo, ter uma pisada supinada significa que o atleta irá forçar os tendões laterais no corpo e terá problemas específicos em determinadas articulações se usar um calçado para pisada neutra”, exemplifica.

      A falta de cuidado na escolha também pode aumentar a probabilidade de acidentes e lesões durante a prova. Escorregões e torções podem levar a problemas sérios nos pés, tornozelos, joelhos e coluna.

      Além disso, não comprar um tênis adequado para corrida pode ocasionar no aparecimento de algumas patologias. “As mais comuns são as fascite plantares, que resulta no esporão de calcâneo, metatarsalgia, que é a dor na parte da frente do pé, e inflamação do tendão calcâneo”, conclui o profissional.

Matéria publicada em portal Webrun

Jejum prejudica processo de emagrecimento e ainda faz mal à saúde

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Passar muitas horas sem se alimentar pode levar à perda de massa muscular e à flacidez. 

      Na briga com a balança, sabemos que é preciso reduzir a ingestão de calorias para poder perder peso. Um erro comum, provocado por muitos pacientes que procuram os nutricionistas está em fazer jejum prolongado para tentar, dessa forma, emagrecer. Só que ao não se alimentar adequadamente, o nosso corpo entende que estamos em perigo e começa a “poupar” energia (ou seja, gordura) para nos proteger da escassez.

O que é, o que é?
      Segundo o neurocirurgião do Hospital das Clínicas Dr. Fernando Gomes Pinto, jejum é, por definição, um período prolongado sem ingerir comida ou líquidos, com limite aceitável de oito horas para adultos e seis horas para crianças.

      Dra. Daniela Cunha Cavalheiro, nutricionista da empresa Ser Saudável Nutrição, explica que o estômago dá sinal de fome em poucas horas de jejum, mas a sobrevivência sem alimento varia de acordo com o estado nutricional da pessoa e exemplifica: “existem indivíduos que adaptam o seu organismo ao jejum prolongado, como acordar e não tomar café da manhã, se alimentando só no almoço ao meio dia sem sofrer nenhum mal-estar. Enquanto outros, em apenas duas horas sem alimentos sentem dor de cabeça, visão turva, face pálida e sudorese fria, principalmente nas extremidades”.

      Essa “abstinência calórica” até faz com que a pessoa sinta diferença nas medidas, mas não porque emagreceu e sim porque perdeu massa magra, água e glicogênio. Daniela explica que o jejum é prejudicial porque o organismo é dependente de quantidades constantes de glicose para sobreviver, não sendo a quantidade de carboidrato armazenada, o suficiente para manter esse nível de glicose do organismo constante. “O jejum prolongado obriga o corpo a trabalhar em marcha lenta, diminuindo o ritmo de todas as funções com o objetivo de economizar energia. Com essa queda no metabolismo, é possível engordar até comendo menos, pois o corpo entende que há a necessidade de formar uma reserva energética.”

Os sintomas
      Jejuar por longos períodos é ruim para o corpo, que manda sinais de que algo não vai bem. “O indivíduo, por faltar glicose, pode desencadear dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição do rendimento intelectual, chegando a ter alucinações em casos extremos”, conta Pinto. 

      Nosso corpo funciona para nos manter vivos e a falta de alimento faz o organismo entender que estamos “num período de guerra, em que é necessário economizar e estocar energia”, segundo a nutricionista, que reforça que quem lança mão dessa abstinência calórica para emagrecer está, na verdade, dando um passo pra trás, porque “só vai contribuir para o aumento dos chamados pneuzinhos”, uma vez que o corpo vai estocar tudo o que se come em forma de gordura.

      Além disso, “o neurônio utiliza glicose e oxigênio para funcionar de forma adequada e começa a ter prejuízo no funcionamento do sistema nervoso quando falta comida”, ensina o neurocirurgião. 

Não vale a pena
      Jejuar pode emagrecer, já que sem alimento, o corpo passa a queimar tudo o que tem reservado, mas, segundo a nutricionista Daniela, o preço a ser pago é alto e a saúde é colocada em risco, sim, para um resultado que provavelmente não vai durar.

“Isso acontece porque quando permanecemos em jejum, inicia-se a gliconeogênese, com mobilização das reservas de carboidratos do fígado. Ocorre, em seguida, o catabolismo das proteínas que são diretamente utilizadas pelos tecidos ou convertidas em glicose.

      Após esta fase de utilização de proteínas e carboidratos, prioriza-se finalmente a mobilização da gordura, com a formação de corpos cetônicos, que podem atravessar a barreira do sangue e do cérebro e serem utilizados como energia. Se o jejum prosseguir por muito tempo, intensifica-se novamente o catabolismo protéico, desta vez de forma mais acentuada e danosa. De acordo com alguns estudos em nutrição e comportamento, diversas pessoas que hoje sofrem com distúrbios alimentares compulsivos como bulimia e anorexia, já experimentaram o jejum durante algum período de suas vidas.”

Corpos cetônicos
      Daniela explica que os corpos cetônicos são compostos solúveis no sangue e na urina. Eles são três compostos produzidos por meio da quebra de ácidos graxos no fígado: acetoacetato, beta-hidroxibutirato e acetona. 

“Quando a quantidade de açúcar no sangue cai, chega a hora de o corpo começar a queimar lipídios em substituição - um processo chamado cetose. Um dos produtos dessa metabolização são os corpos cetônicos, que se transformam espontaneamente em acetona - uma substância de cheiro bem característico. Parte dela é liberada pela urina, mas, como é muito volátil, sai até pela respiração. 

      Daí o hálito meio azedo liberado na respiração de portadores de diabetes, de pessoas em dieta e de quem acaba de acordar”, ensina a nutricionista.

      Quando acontece em excesso, a produção de corpos cetônicos pode se transformar em uma patologia: “nesses casos tem-se o que chamamos de cetose (o nível de corpos cetônicos no plasma sanguíneo está elevado) e com isso o pH do sangue diminui bastante (acidose). Também se encontra corpos cetônicos na urina (cetonúria), quando a cetogênese esta muito acelerada, o que é um sinal de descompensação da diabetes”.

Começar bem o dia
      Enquanto dormimos, nosso corpo continua em funcionamento, mesmo que em um ritmo mais lento, para seguir respirando, mantendo o ritmo cardíaco etc. Essas funções demandam energia e, por isso, ao despertar é preciso colocar algum “combustível” pra dentro: o café da manhã.

      Tem gente que costuma pular essa refeição por pressa ou por falta de fome, o que não é nutricionalmente adequado. Daniela conta que o café da manhã fornece, entre outros nutrientes, carboidratos para que se possam ser feitas as tarefas do dia a dia, influenciando no rendimento diário. “Ao pular o café da manhã, o corpo ficará prejudicado porque o organismo, depois de esgotada a principal fonte de energia, que é a glicose, passa a usar o glicogênio estocado principalmente no fígado e nos músculos”, conta. É aí que se dá o pontapé da queima da massa magra, lembra?

Consultora Técnica: Tatiane Cardoso Viana, nutricionista esportiva e clínica. Atua como Personal Diet, Coordenadora Comercial e Docente dos Cursos de Extensão Universitária da empresa Ser Saudável.

Corrida é um dos melhores tratamentos para hipertensão

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      O cardiologista Dr. Nabil Ghorayeb define: “Hipertenso é aquele que tem a pressão acima de 13,5 por 8,5. A hipertensão arterial é uma doença crônica, incurável, mas tratável”. Dr. Nabil explica que o tratamento tem três vertentes, o remédio, a dieta e a atividade física. 

      O consenso- Tanto Dr. Nabil quanto o nutricionista Danilo Balu concordam neste ponto. “A atividade aeróbica, como a corrida em ritmo de trote praticada de forma regular (quatro vezes por semana)é muito boa para o hipertenso. Mas ele tem que tomar os remédios antes de sair para sua corrida”, adverte o cardiologista.

      Balu endossa o o discurso. “A prática física regular mantém o sistema circulatório melhor, assim como a resistência vascular, que ajuda a manter a pressão saudável”, diz. Para Balu, a comunidade científica valoriza demais os efeitos do sal no organismo “O foco dos problemas de hipertensão deveria sair do sal e ir atrás dos carboidratos em geral”, conta.

      A discórdia- “O sal não traz problemas para a maioria absoluta da população”, defende o nutricionista. “Em uma pessoa em condições comuns o sal traz um aumento de pressão muito baixo e apenas momentâneo. Aquela história de colocar sal na língua para quem está com pressão baixa realmente funciona, mas é um aumento pequeno e de curta duração”, declara. “O sal está longe de ser o responsável”.

      Dr. Nabil rechaça com intensidade os argumentos defendidos por Balu – que já sugeriu desmistificar o consumo de sal. “O sal é o nosso maior inimigo!”, exclama o cardiologista.

“A Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que o sal é o principal problema para pressão alta no Brasil e no mundo. Uma pessoa tem que consumir no máximo de quatro a cinco gramas de sal por dia. Não dá para fazer esse cálculo com facilidade na hora de consumir, então acaba-se medindo pelo sódio. Mas não conseguimos tratar bem um hipertenso sem a restrição de sal, álcool e isotônicos”, esclarece.

      Quem tem pessoas na família com histórico da doença é mais propenso à hipertensão, mas isso não exime alguém sem histórico de maneirar no consumo de sal. “O principal causador de hipertensão hoje em dia é o sal”, reforça mais uma vez.

Os carboidratos- Danilo Balu justifica porque os carboidratos é que deveriam passar por maior policiamento. “Muito carboidrato causa retenção líquida e consequentemente aumento de pressão. Isso é relevado, as pessoas não prestam atenção. Combatendo sal, esquecem do açúcar. O efeito do açúcar na pressão é crônico, enquanto o do sal é agudo (repentino)”, explica.

      Mais uma vez, Dr. Nabil é veemente para negar a hipótese. “Carboidrato não tem nada a ver, só se for em pessoas obesas. A principal parte de casos de hipertensão no mundo tem como causa o consumo de sal. Apenas de três a cinco por cento são por outras causas”, enfatiza.

      Para reforçar seu ponto de vista, acrescenta que a Sociedade Brasileira de Cardiologia propôs a diminuição do sal como conservante nos produtos da indústria alimentícia em 20%. Na dúvida, o melhor é não exagerar na comida salgada e investir na corrida: ela só traz benefícios.

Matéria publicada em portal Webrun

Ácidos graxos tem efeito benéfico na atividade física

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      Os ácidos graxos são os componentes estruturais das gorduras e dividem-se em saturados, monoinsaturados e poliinsaturados.

      Esse último é absorvido somente por meio da alimentação e são os famosos ômegas (3, 6 e 9). Existem evidências que esses ácidos graxos possam ter efeitos positivos nos atletas e esportistas por fazerem parte da estrutura das membranas celulares que possuem efeitos anti-inflamatórios.

      Encontrados em óleos vegetais e gorduras animais, os ácidos graxos são considerados “gorduras boas”, por isso devem estar inclusos na dieta alimentar, uma vez que o corpo necessite deles para diversos fins. Uma alimentação balanceada deve conter ácidos graxos poliinsaturados para manter os níveis saudáveis de lipídios no sangue. Eles também são necessários para uma coagulação sanguínea adequada e para regular a pressão arterial. Outra função importante é o controle de inflamações nos casos de infecção ou lesão. Os ácidos graxos poliinsaturados também podem ajudar o sistema imunológico a reagir adequadamente.

      As gorduras suprem entre 30-80% de energia para atividade física, dependendo do estado nutricional, da intensidade e da duração do exercício. O exercício aeróbico regular com intensidade moderada aprimora a capacidade do corpo de recrutar as gorduras intramusculares para geração de energia, poupando as reservas de açúcar (glicogênio). Por isso, para bons resultados nos treinos é necessário aliar a atividade física com uma dieta equilibrada!

Por Jornalismo Portal EF

Suspeita de gripe: atleta não deve se afastar das atividades físicas

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      Tosse, espirros e nariz congestionado? O melhor a fazer é vestir uma roupa leve, tênis confortável e correr para a academia. 

      Os exercícios físicos, quando realizados de forma moderada, podem reduzir consideravelmente os sintomas relacionados a resfriados e auxiliar na recuperação. Dores leves na região da cabeça e nuca, irritação na garganta e obstrução nasal são comuns em resfriados. Assim que esses sintomas aparecem, não é necessário interromper os exercícios físicos. Porém, quando o atleta já apresenta um quadro de gripe (febre alta, fraqueza, dores no peito e nas juntas) se não tratada adequadamente, a doença pode evoluir e ser um fator facilitador de infecções mais graves, como pneumonia, infecção nos ouvidos, sinusite, amigdalite e crises de asma. Exercitar-se, então, aumenta a vulnerabilidade do organismo e desidrata o paciente. Nesses casos, o ideal é a pessoa iniciar um tratamento médico e descansar bastante.

      Estudos divulgados pelo American College of Sports Medicine mostram que a prática de esportes é capaz de eliminar em até dois dias os sintomas de um resfriado, já que estimula as células do sistema imunológico que combatem a infecção. Porém, na academia é importante sempre se lembrar de levar as mãos à boca antes de tossir ou espirrar, e evitar assoar o nariz próximo a outras pessoas - para não trasmitir o vírus. Além disso, a ingestão de líquidos durante a atividade física é fundamental para hidratar o organismo e manter a temperatura corporal. 

      O atleta ou esportista que se exercita em excesso, tem como efeito negativo na saúde, uma diminuição da imunidade geral e em consequência um maior risco de infecções por vírus. Essas infecções conhecidas como viroses, podem provocar em algumas pessoas, uma inflamação do miocárdio (coração) chamada de miocardite, uma doença que tem como possível complicação, o aparecimento de arritmia cardíaca benigna ou maligna. A orientação médica resume-se ao tratamento dos sintomas, hidratação, e alimentação adequada. Por isso, a recomendação de que na suspeita de uma virose (gripe) impõem-se o afastamento de todas as atividades físico/esportivas até a cura total. Não se deve abrir mão dessa atitude - nunca!

Por Jornalismo Portal EF

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Criada substância que promete substituir exercício físico

Animais que receberam o composto emagreceram mesmo com uma dieta rica em calorias

Criada substância que promete substituir exercício físico Denis Raev/Deposit Photos

      Dois estudos recém-publicados investigam a possibilidade de que um dia venhamos a desfrutar das vantagens da prática de exercícios com a ajuda de uma pílula, ao invés de suarmos a camisa. Porém, embora alguns pesquisadores acreditem na promessa de uma pílula de exercícios, não se sabe se isso seria prudente.
      O mais encorajador dos novos estudos, publicado na semana passada pela Nature Medicine, é a continuação da pesquisa de uma equipe do Instituto de Pesquisa Scripps, em Júpiter, Flórida, que revelou que um composto criado por eles e injetado em ratos obesos aumentaram a ativação de uma proteína chamada REV-ERB, conhecida por controlar parcialmente o ritmo cardíaco e os relógios biológicos dos animais. Os animais que receberam o composto emagreceram mesmo com uma dieta rica em calorias e melhoraram os níveis de colesterol no sangue.
      Inesperadamente, os animais também começaram a consumir mais oxigênio durante o dia e gastaram 5% mais energia que os ratos que não receberam o tratamento, muito embora não estivessem se movendo mais que os outros animais. Na verdade, em boa parte dos casos os animais que receberam o medicamento estavam fisicamente mais preguiçosos e inativos do que antes de receberem a droga. Aparentemente, o composto fornecia um exercício sem a necessidade do esforço físico.
      Intrigados, os cientistas do Scripps, em parceira com pesquisadores do Instituto Pasteur, da França, e outras instituições, tentaram descobrir o que composto poderia fazer aos músculos para obter esses resultados. Eles sabiam que a droga aumentava a potência da proteína REV-ERB, mas ninguém sabia o que a proteína faria aos músculos diretamente. Por isso, eles começaram a desenvolver uma linhagem de ratos incapazes de expressar um volume muito grande de REV-ERB nas células musculares.
      Esses animais demonstraram ser verdadeiros antiatletas. Uma das marcas registradas dos exercícios aeróbicos é que os músculos aumentam o número e o vigor das mitocôndrias, as estruturas celulares responsáveis por gerar energia e consumir oxigênio. Porém, nos músculos desses animais o número de mitocôndrias era baixíssimo.
      Por consequência, os animais tinham uma capacidade máxima de consumo de oxigênio 60% mais baixa que o normal. Eles chegavam à exaustão na esteira muito antes das cobaias não afetadas.
      Porém, quando os cientistas aplicaram o composto em células musculares isoladas dos ratos deficientes em outra parte do experimento, as células começaram a produzir muito mais REV-ERB. Em seguida, essas células passaram a produzir muito mais mitocôndrias e a fortalecer as existentes.
      Por fim, os cientistas injetaram o componente em ratos sedentários para estimular a produção de REV-ERB além dos níveis considerados normais. Quando soltaram os ratos sedentários em pequenas esteiras, eles correram "significativamente mais, tanto no quesito tempo quanto no quesito distância", se comparados a animais que não receberam o composto, mesmo que não estivessem treinando anteriormente.
      O medicamento "certamente parece agir como uma mímica do exercício", afirmou o coautor Thomas Burris, atual diretor do departamento de Ciência Farmacológica e Fisiológica da Faculdade de Medicina da Universidade de St. Louis. Ele acrescentou que não é difícil imaginar um medicamento que permita que as pessoas, especialmente com deficiências físicas ou incapacitadas de se exercitarem, de tirar proveito dos benefícios da resistência física, sem precisarem se cansar para isso.
      Porém, ainda estamos longe disso, e muitas perguntas precisam ser respondidas. Ainda não se sabe, por exemplo, se é possível aumentar os níveis de REV-ERB em pessoas saudáveis, nem se atletas poderiam usar a droga para se doparem. Burris afirmou que outros cientistas que publicaram dados sobre as possíveis pílulas de exercícios o alertaram para "esperar alguns telefonemas estranhos" de atletas e equipes de apoio.
      A maior preocupação é saber se uma pílula seria capaz de replicar os efeitos fisiológicos complexos dos exercícios físicos, nem se haveriam consequências inesperadas caso recriássemos os efeitos.
      Essa questão serviu de pano de fundo para outro estudo, publicado este mês pela PLoS Biology. Nele, cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, tentaram replicar estudos anteriores que demonstram que grandes doses de resveratrol, a substância química encontrada em abundância nas cascas de uva, aumenta a produção de novas mitocôndrias em células musculares isoladas, imitando o efeito de exercícios aeróbicos. Depois desses primeiros estudos, o resveratrol também passou a ser visto como uma alternativa farmacológica à prática de exercícios.
      Entretanto, o novo estudo acaba com essa esperança. Quando os cientistas alimentaram ratos e camundongos com níveis toleráveis de resveratrol na ração, os animais não produziram mais mitocôndrias nas células musculares. Somente doses extremamente altas de resveratrol levaram à produção de mais mitocôndrias.
      Infelizmente, doses exageradas dessa substância têm um efeito tóxico, afirmou o Dr. John O. Holloszy, coautor do estudo e professor de medicina da Universidade de Washington. Ela "envenena dois dos passos" envolvidos na função mitocondrial saudável, afirmou Holloszy.
Ainda assim, o sonho de saúde sem esforço continua a encantar.
- Eu sei que há muita gente que iria preferir tomar uma pílula, ao invés de correr alguns quilômetros - afirmou Burris, acrescentando que o principal objetivo de sua pesquisa e de outras similares é o de ajudar quem não pode se exercitar, não quem se nega a fazê-lo, e que até mesmo os beneficiários seriam enganados. Nenhuma droga, conclui Burris, é capaz de recriar todos os benefícios do exercício físico.
Fonte: THE NEW TORK TIMES SERVICE

terça-feira, 23 de julho de 2013

Parafuso Integral Mosmann

parafuso_integral_mosmann

Os leitores Lucio e Bruna enviaram fotos do mesmo rótulo de macarrão integral! Achamos ótimo que elenão possui aditivos, é fonte de fibras, tem pouco sódio e pouca gordura! :) Para ser melhor, só se tivesse farinha integral como ingrediente principal, mas ainda assim é uma ótima alternativa de macarrão, principalmente nessa era dos “miojos”.
Alegação “FONTE de fibras”
Está correta! Para ser considerado fonte de fibras, o alimento deve conter pelo menos 3 g em 100 g de produto*. Nesse macarrão, encontramos 3 g na porção de 80 g.
Fonte: *Portaria n˚ 27 de 13 de janeiro de 1998 da ANVISA.
Não apresenta aditivos :D
ADORAMOS! Só tem os ingredientes necessários e pronto! Nada de corantes, conservantes, etc.
Baixa quantidade de gorduras
Em 1 porção (2 xícaras), encontramos 1,1 g de gorduras totais e 0 g de gorduras saturadas. Assim, provavelmente as gorduras sejam insaturadas (as boas)… Pena que o fabricante não as discrimina na tabela nutricional.
As gorduras saturadas aumentam o risco de dislipidemias (aumento da gordura no sangue, principalmente colesterol e triglicerídeos) como também de doenças cardíacas. As principais fontes são alimentos de origem animal (manteiga, banha, toucinho e carnes e seus derivados, leite e laticínios integrais), embora alguns óleos vegetais sejam ricos nesse tipo de gordura (óleo de coco). Essas gorduras são prejudiciais à saúde quando consumidas em excesso. É recomendável que o total de energia da alimentação fornecido pelas gorduras saturadas seja menor do que 10%.*
Fonte: *Guia alimentar para a população brasileira – Ministério da Saúde, 2006.
Pouco sódio
Em uma porção, encontramos somente 8 mg de sódio, o que corresponde a apenas % da recomendação diária.