quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Biomecânica e a Educação Física

clip_biomecanica

      O corpo humano é um dos principais objetos de estudo do homem. A busca por compreender o seu funcionamento, contrapõe-se sua complexidade, levando cientistas e estudiosos a aprofundar cada vez mais os seus estudos.


      Dentro deste âmbito se encontra a Biomecânica, que é uma disciplina derivada das ciências naturais que se preocupa com a análise física dos sistemas biológicos, examinando, entre outros, os efeitos das forças mecânicas sobre o corpo humano em movimentos cotidianos, de trabalho e de esporte.

      No século XX ocorreram grandes avanços tecnológicos que se refletiram nos métodos experimentais usados em praticamente todas as áreas de atuação científica, incluindo a Biomecânica, ocasionando um grande avanço nas técnicas de medição, armazenamento e processamento de dados, fatos estes que contribuíram para o estudo e melhor compreensão do movimento humano.

      A Biomecânica é um dos métodos para estudar a maneira como os seres vivos (principalmente o homem) se adaptam às leis da mecânica quando realizando movimentos voluntários. Para Donskoy & Zatsiorsky, a Biomecânica é a ciência das leis do movimento mecânico nos sistemas vivos e pode ser também definida como a aplicação da Mecânica a organismos vivos e tecidos biológicos.

      Nigg define Biomecânica como sendo a ciência que examina as forças que atuam externa e internamente numa estrutura biológica e o efeito produzido por essas forças e Hatze apud Nigg afirma que ela é a ciência que estuda estruturas e funções dos sistemas biológicos usando o conhecimento e os métodos da Mecânica.

      A Biomecânica estuda diferentes áreas relacionadas ao movimento do ser humano e animais, incluindo: funcionamento de músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos, cargas e sobrecargas de estruturas específicas e fatores que influenciam a performance. 

      A Biomecânica do Esporte se dedica ao estudo do corpo humano e do movimento esportivo em relação a leis e princípios físico-mecânicos, incluindo os conhecimentos anatômicos e fisiológicos do corpo humano. No Brasil, os resultados das pesquisas em Biomecânica têm influenciado diretamente na medicina, ergonomia, fabricação de equipamentos esportivos e muitos outros aspectos da vida humana.

      Ela também pode auxiliar na produção de conhecimento para aquisição de competências tecno-motoras, que levam em consideração as características dos participantes, do contexto e sua organização, possibilitando uma efetiva aprendizagem. 

      A Biomecânica tem acompanhado o ensino das técnicas associando a prevenção músculo-esquelética do indivíduo nas ações cotidianas, evitando assim que certos esforços desnecessários possam danificar suas estruturas e que sua ação motora seja racionalizada.

      O progresso da Biomecânica como disciplina científica que estuda funções dos seres vivos tornou-se, ao longo dos últimos três séculos, muito amplo e disso resultaram múltiplas divisões didáticas e delimitação de território de especialidades científicas, tais como Biomecânica do Movimento Humano, Biomecânica Clínica e de Reabilitação, Biomecânica de Tecidos e Biomateriais, Biomecânica Músculo-esquelética e Métodos e Técnicas de Pesquisa em Biomecânica. Cada uma destas áreas, por sua vez, abrange diversas possibilidades.

Biomecânica como disciplina na Educação Física

      Não só a Biomecânica como as outras disciplinas científicas levam em consideração características específicas de um campo de estudos relacionados com as diversas áreas da Educação Física. Quando o profissional insere-se no contexto específico desta profissão, ele percebe que, no sentido operacional, os conceitos determinados para cada Ciência são pelo menos pobres, e não informam as reais características de cada campo de conhecimento.

      O que atualmente nota-se é a infinita gama de conhecimentos que o educador físico deve dominar para exercer sua função. A medida que o leque de atuação profissional dos diferentes campos de trabalho vai sendo ampliado, percebe-se que muitos dos conhecimentos julgados inúteis mostram-se extremamente adequados aos fenômenos apresentados.

      É típico que os indivíduos que conhecem muito pouco do ramo científico, afirmem que o mesmo só de presta para um determinado fim.
      Afirmações como essa, se tomadas como verdade dificultam a compreensão das reais possibilidades de aplicações das informações oriundas de qualquer tipo de conhecimento científico. Por isso é de fundamental importância que argumentações simplistas sejam examinadas quanto ao seu grau de veracidade, antes de serem adotadas como válidas de formas a evitar tanto quanto uma adoção precoce quanto uma rejeição incondicional.

      Deve-se levar em consideração cada disciplina que compõe o espectro que investiga o movimento, como a antropometria, anatomia funcional, neurofisiologia, fisiologia geral, bioquímica, psicologia esportiva, medicina desportiva, ensino do movimento desportivo, sociologia, física, matemática e processamentos de sinais eletrônicos e a própria Biomecânica em uma análise multidisciplinar, para que se possa entender melhor a complexidade do estudo do movimento.
O que deve ocorrer é a habilidade de o professor saber usar destes conhecimentos gerando novos conhecimentos condizentes com a realidade em que seu público alvo está inserido, seja em clubes, academias ou escolas.

      No caso da Biomecânica, por exemplo, pode-se afirmar que essa possui uma efetiva utilização como instrumento pedagógico. A partir de seus diversos conceitos, nota-se as diferentes abordagens e preocupações que ela traz. O ato educativo, admitido como principal ação da Educação física no contexto escolar, determina amplas possibilidades. Em primeiro lugar a Biomecânica não serve apenas como discussão do movimento e em segundo é que, mesmo quando ela está voltada para modalidades esportivas ou de alto rendimento não se faz da única possibilidade de aplicações e sim de mais uma área para sua atuação.

      A Biomecânica ainda pode atuar com assuntos relacionados ao aperfeiçoamento da técnica do movimento, aperfeiçoamento do processo de treinamento, aperfeiçoamento e adaptações ambientais, aperfeiçoamento do mecanismo de controle de cargas internas do aparelho locomotor, aperfeiçoamento de sistemas para simulação de movimentos, aperfeiçoamento tecnológico instrumental para aquisição e processamento de sinais biológicos e ao aperfeiçoamento de sistemas para análises de movimentos e conseqüentes aplicações práticas.

      O elo conceitual de teorias com as práticas de campo influencia a atividade e a condução do trabalho desenvolvido. Precisa-se entender que os métodos tradicionais de ensino e treinamento mostram o que e como ensinar, enquanto a Biomecânica permite entender porque determinadas técnicas são mais apropriadas do que outras.

      Mais especificamente, a Biomecânica permite, entre outras coisas, melhorar o desempenho de atividades esportivas, melhorar a técnica de realização de movimentos, melhorar equipamentos utilizados em esportes ou em atividades do dia a dia, prevenir lesões e auxiliar na reabilitação de lesões. A Biomecânica preocupa-se com a descrição, análise e interpretação dos movimentos dos segmentos do corpo humano, através da aplicação dos conceitos básicos da física, química, matemática, fisiologia, anatomia, etc.

      As contribuições feitas pela biomecânica desportiva são amplamente proclamadas, entretanto, geralmente supervalorizados, ou mesmo distorcidos, a fim de aumentar as vendas do produto que está sendo divulgado e são, pois, virtualmente, como que uma medida do impacto que a biomecânica desportiva tem tido na prática. A biomecânica desportiva tem tido notável impacto sobre o ensino de técnica em educação física e nos esportes.

      Em resumo, a biomecânica tem tido uma influência muito maior nas práticas de educação física do que geralmente se reconhece ou anuncia. Professores, técnicos e atletas freqüentemente encontram-se na situação de fazer uma escolha entre duas técnicas destinadas a obter uma mesma finalidade.

      Sem dúvidas a Biomecânica pode contribuir para a efetivação de processos educativos, que envolvam comportamentos corporais, mais conscientes e, conseqüentemente, marcados por concretas responsabilidades intencionalmente pedagógicas. Especificamente no ambiente escolar, o conhecimento da Biomecânica pode contribuir significativamente para a melhoria do ambiente, da saúde e da qualidade de vida dos alunos.

      Tomando-se exemplos bem práticos, podem-se citar as mochilas carregadas pelos alunos e o mobiliário escolar. Estes dois fatores são causas de, no mínimo, desconforto, e podem em longo prazo causar graves danos às crianças. O professor de Educação Física, conhecendo as implicações Biomecânicas, pode conscientizar alunos, pais e demais professores para, pelo menos, minimizar as conseqüências nocivas.

      Afinal, concebe-se o profissional da Educação Física como um agente com responsabilidades que vão além das aulas de Educação Física.



Matéria publicada pelo site EF Esportes 

Obesidade e sobrepeso infantil cresceram 1.000% no Brasil em 40 anos

clip_segunda_obesidade

      A obesidade e o sobrepeso afetam 39% das crianças brasileiras, o que representa 1.000% a mais que há 40 anos, segundo o pesquisador e médico brasileiro Víctor Rodríguez Matsudo, um dos responsáveis pelo Estudo Internacional de Obesidade Infantil, desenvolvido em vários países.


      Esta taxa foi considerada por Matsudo “extremamente alta”, e o profissional adverte que a tendência é esta porcentagem continuar subindo.

“A tendência é dramática porque a quantidade de crianças com excesso de peso é muito maior do que as que têm obesidade, de modo que em pouco tempo aumentará a quantidade de crianças obesas”, comentou.

      A obesidade e o sobrepeso afetam 39% das crianças brasileiras, o que representa 1.000% a mais que há 40 anos, segundo o pesquisador e médico brasileiro Víctor Rodríguez Matsudo, um dos responsáveis pelo Estudo Internacional de Obesidade Infantil, desenvolvido em vários países.

      Esta taxa foi considerada por Matsudo “extremamente alta”, e o profissional adverte que a tendência é esta porcentagem continuar subindo.

“A tendência é dramática porque a quantidade de crianças com excesso de peso é muito maior do que as que têm obesidade, de modo que em pouco tempo aumentará a quantidade de crianças obesas”, comentou.Crianças de sete e oito anos “não estão fazendo nada, e não têm uma experiência agradável da atividade física, mas gastam o dia inteiro na internet porque as mães acham que é lindo que crianças com dois anos saibam usá-la”.

“Estão condenando as crianças no futuro porque se não sentem o prazer da atividade física quando crianças, como vão vivenciá-lo na idade adulta?”, questionou.

      Segundo o médico, existe 90% de possibilidades de uma criança sedentária também ser um adulto sedentário.

“O Brasil hoje disputa com a China ser o país que mais aumenta de peso corporal por pessoa por ano e alertou que os brasileiros têm ganhado meio quilo de peso corporal por pessoa ao ano, o que é um desastre”.

      Para Matsudo, o país precisa “encarar as novas evidências” porque o sedentarismo é a segunda causa de morte no mundo. “A prevalência do sedentarismo é a maior de todas as doenças”, disse.

      Ele alerta que se continuar neste ritmo, o Brasil vai viver “situações dramáticas de saúde publica” nos próximos anos. 


Matéria publicada pelo site Portal RR4 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Suplementos para ganho de massa muscular: Quem realmente precisa?

clip_supl

      É tentadora a ideia de ingerir cápsulas, barrinhas e shakes como forma de potencializar os efeitos do exercício físico sobre o ganho de massa muscular. 

Tanto é que os suplementos nutricionais são febre nas academias e cada vez mais usados até pelos praticantes menos assíduos de atividade física.

      O mercado dos suplementos está aquecido no Brasil. Ele começou a crescer em meados de 2008 e explodiu em 2012, catapultado, segundo especialistas, pelo crescimento das redes sociais. “Nos últimos anos, a venda de suplementos para atletas tem registrado um crescimento anual de cerca de 30%”, afirma Gustavo Hohendorff, gerente de vendas da importadora de suplementos Carduz.

      O número de usuários de suplementação não se elevou nessa proporção — quem engordou a cifra foram pessoas que malham duas ou três horas semanais e são seduzidas pela possibilidade de ingerir um alimento que potencialize a musculação. "Nossos consumidores já não são mais apenas fisiculturistas. Hoje, adolescentes e idosos tomam suplementos", diz Paulo Araújo, diretor geral da Probiótica, empresa líder do setor. 

      De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), há cerca de 10.000 pontos de venda de suplementos esportivos no país — em 2012, havia 6.000. Isso quer dizer que, para comprar um pote de whey protein (suplemento mais popular, à base de proteína, responsável por 60% das vendas) não é mais preciso entrar numa loja especializada, ponto de encontro de fisioculturistas. O produto chegou à gôndola de qualquer farmácia popular.

Veto ao whey protein

      A disseminação dos suplementos atraiu a atenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, nos últimos dois meses, proibiu a comercialização de mais de vinte marcas de whey protein. A punição foi aplicada depois de testes revelarem incompatibilidade entre as informações nutricionais do rótulo e a real composição dos produtos. De acordo com a agência, a legislação tolera uma diferença de 20% entre o que é declarado na embalagem e o que há dentro do pote. Dos 26 lotes analisados, 19 excederam esse limite, a maioria por apresentar uma quantidade de carboidrato muito maior do que a declarada. Houve diferença de até 1.104%.

      Suplementos importados não estão isentos de apresentar alteração em sua composição, segundo Stuart Phillips, especialista em nutrição esportiva do Grupo de Pesquisa em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá, e autor de uma série de estudos sobre o tema. "Existem produtos que claramente não fornecem os ingredientes informados no rótulo e alguns fabricantes deliberadamente alteram os ingredientes", diz, sobre os produtos fabricados no Canadá, Estados Unidos e Europa.

Médicos divididos

      A controvérsia sobre a ingestão de suplementos não para por aí. Médicos e profissionais da área de nutrição ainda não chegaram a um consenso sobre os efeitos dos suplementos e se, de fato, todas as pessoas que usam esses produtos precisam deles. Para alguns, as substâncias podem promover benefícios como o ganho de massa muscular sem grandes prejuízos à saúde. Outra corrente defende que, quase sempre, os nutrientes necessários ao organismo sejam obtidos pela alimentação. 

      Na opinião desses especialistas, os suplementos são um gasto desnecessário de dinheiro e, se usados em excesso, um potencial risco à saúde — distúrbios renais, ganho de gordura, aumento dos níveis de glicose no sangue e arritmia cardíaca estão entre os efeitos adversos do consumo não supervisionado. 

      Os produtos usados para auxiliar no ganho de massa muscular têm ações variadas. Aqueles à base de proteína, como o whey protein e a albumina, atuam diretamente na síntese proteica do tecido muscular, essencial para que um exercício de força resulte em músculos. Aminoácidos como o BCAA ajudam na recuperação do músculo após uma atividade física, o que pode melhorar o desempenho do atleta no treino seguinte. Já substâncias como a maltodextrina fornecem grandes quantidades de carboidrato e dão energia para exercícios extremamente intensos.

"Os suplementos regulamentados e registrados nada mais são do que nutrientes isolados de um alimento. O de creatina, por exemplo, oferece um nutriente que já tem na carne, mas de uma forma isolada", diz Turíbio Leite de Barros, ex-coordenador do curso de Medicina Esportiva da Unifesp. 

"Todos funcionam, desde que usados adequadamente. Muitos, porém, são administrados de forma errada e, além de não oferecem benefícios, podem prejudicar a saúde se houver exagero."

      Na teoria, suplementos nutricionais são indicados quando a alimentação não é suficiente para oferecer todos os nutrientes que uma pessoa precisa para se manter saudável. No caso de quem utiliza os produtos para ajudar no ganho de massa muscular, essa lógica é um pouco diferente. 

      Mesmo a comida tendo os nutrientes necessários para promover o ganho da massa muscular, alguns especialistas defendem que os suplementos são uma forma mais prática de obtê-los de uma só vez. Além disso, certos produtos oferecem proteínas e carboidratos que são absorvidos rapidamente pelo corpo, o que, segundo eles, pode acelerar os efeitos positivos da nutrição.



Matéria publicada pelo site Cenário MT

Depressão e fibromialgia : qual a relação?

clip_fibriomialgia

      Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma doença psicossomática, isto é, que a dor muscular generalizada seria apenas uma maneira de um grande estresse mental se manifestar. 

      Vários autores defendiam que o paciente com fibromialgia apresentava uma depressão “mascarada” - sem manifestações clínicas típicas.

      Com a evolução do conhecimento científico cresceu a evidência de que a dor da fibromialgia é real, e não apenas uma manifestação de uma depressão “mascarada”. Mesmo assim, muitos médicos e pacientes ainda pensam desta maneira. Um fato que ajudou a aumentar a confusão foi o uso comum de antidepressivos para pacientes com fibromialgia, levando à melhora de alguns dos sintomas da síndrome.

      Por outro lado, sintomas depressivos são comuns na fibromialgia e, muitas vezes, pioram muito a qualidade de vida do paciente. Na verdade, estudos mostraram que 50 a 60% dos pacientes com fibromialgia apresentam, apresentavam ou apresentarão depressão. Estes estudos apontam para dois fatos: a depressão é comum na fibromialgia, mas nem todos os pacientes com fibromialgia apresentam depressão.

      Toda a dor, além da sensação de que algo desagradável está acontecendo no corpo, traz uma resposta emocional na pessoa (desprazer). Numa síndrome de dor crônica como a fibromialgia esta resposta emocional tende a ser maior, mais persistente e mais difícil de tratar. Como num círculo vicioso, o estresse emocional aumenta a sensibilidade à dor, que aumenta a dor muscular, que aumenta a depressão, e assim por diante. De qualquer maneira, as evidências apontam para a dor como fator inicial e não para a depressão.

Porque antidepressivos são tão usados na fibromialgia?

      Uma das medicações mais usadas é a amitriptilina, pois foi a primeira a ser testada na fibromialgia. Ela geralmente é usada numa dose que não trata a depressão (foco é a melhora do sono). Para ter uma ação antidepressiva a dose tem que ser mais alta do que a habitual. O médico e o paciente decidirão juntos se um aumento da dose é necessário ou se uma medicação alternativa deverá ser usada.

      Existem vários antidepressivos no mercado, cada um com seu perfil de ação (para pessoas que têm insônia, para pessoas que sentem muito sono, para quem come demais quando está nervoso, para quem perde o apetite). A escolha pelo médico deverá sempre ser individualizada para cada paciente.

Estes remédios são seguros?

      Um ponto que causa grande confusão, os antidepressivos não causam dependência física. Como toda medicação, os antidepressivos possuem efeitos colaterais, e o seu uso deve sempre ser acompanhado por um médico. Eles são vendidos com receita especial para haver um maior controle, mas eles são bastante diferentes dos “calmantes”, que geralmente têm ação de diminuir a ansiedade, sem ação antidepressiva e podem causar dependência física.

      É um erro não identificar e não tratar corretamente a depressão, é uma doença comum, tratável e curável. Porém, quando associada à fibromialgia, deve-se ter em mente que só o tratamento da depressão não aliviará totalmente os sintomas. Todos os passos do tratamento, como exercício e analgésicos, devem ser seguidos. Tratar só a depressão ou só a dor é fazer um tratamento incompleto.

Matéria publicada pelo site Fibromialgia 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

GRAVIDADE À PROVA

      Reportagem que faz parte da Azul Magazine Nº 11 de Março de 2014, falando dos benefícios de treinamento com TRX Suspension Training. Preferi postar em forma de imagem para não perder nada do que consta na matéria, deixando de lado apenas as fotos dos exercícios.












      Se você quiser experimentar esta modalidade que vem ganhando o público no mundo todo, basta procurar uma academia credenciada e que utilize os equipamentos e didáticas originais TRX, assim como um Profissional Educador Físico capacitado.


      Bons treinos!

Fonte: Azul Magazine Nº 11, Março de 2014. Paginas 108 - 110.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Cadeira ou fitball?

      A bola suíça vem sendo cada vez mais usada como opção para trabalhar. A alegação: ela nos ajuda a ficar mais atentos à postura. Será que é hora de jogar a sua poltrona no lixo?
A bola funciona, desde que sentemos super-retos

      Depois de décadas de uso em estúdios de Pilates, academias e centros de fisioterapia, a fitball ganhou uma nova utilidade: virou cadeira de trabalho. As alegações: a de que a falta de apoio para as costas e braços faz com que fiquemos mais atentos à postura, que geralmente desaba quando temos a certeza de que há uma sustentação atrás e a de que ajuda a queimar umas calorias extras – cerca de 30, se considerarmos um  período de trabalho de oito horas. O artista e curador de artes visuais Giorgio Ronna, de Pelotas (RS), lembra da sensação de se sentar pela primeira vez na bola na casa de uma amiga. “Minha coluna ficou instantaneamente alinhada, e, por isso, comprei uma, que usei por quatro anos.”
      Acostumada a usar a bola suíça com seus alunos, Rafaela Porto, coordenadora técnica do Pilates StudioFit, em São Paulo, diz que sentar sobre a fitball ativa os músculos estabilizadores do core. “A musculatura do core não é acionada facilmente. Quando é, ela serve para manter a estabilização da postura e a coluna ereta”, explica a fisioterapeuta Claudia Nammour Rossi, que dirige a CNROSSI, empresa de consultoria e assessoria em ergonomia e prevenção às LER, em São Paulo. Segundo Luigi Marino, treinador do Core 360º, em São Paulo, o desafio dos músculos estabilizadores do tronco, quando sentamos na bola, é maior se compararmos a uma cadeira. “Mas passar o dia sentado ali não garante boa postura, porque os músculos posturais podem cansar rapidamente e podem ocorrer compensações indesejadas na postura.”
      Foi exatamente isso o que um estudo feito em 2009 mostrou. Ao observarem 28 jovens, pesquisadores britânicos descobriram que sentar na bola por horas e horas seguidas – como acontece, por exemplo, em ambientes de trabalho – leva as pessoas a ficarem com a postura tão ruim quanto se estivessem sentadas numa cadeira. Outro estudo comparou o que acontecia quando secretárias passavam horas digitando no computador sentadas numa cadeira com apoio para os braços e numa bola.
      A conclusão foi de que, embora apoiar o bumbum na fitball gere mais atividade muscular, algo positivo, quando comparado a uma poltrona, também produz mais pressão sobre as costas, principalmente na lombar. “Se retirarmos o apoio das costas, com certeza obrigaremos o usuário a se manter equilibrado sobre qualquer tipo de assento, inclusive sobre a fitball, mas isso não quer dizer que será mais confortável, pois estudos de biomecânica comprovam que a pressão nas vértebras da coluna lombar é muito maior quando ficamos sentados sem apoio para as costas do que se ficarmos de pé pelo mesmo tempo. E essa pressão pode causar desconfortos e dores nas costas”, explica Ronildo Aparecido Pavani, coordenador do curso de pós-graduação em Ergonomia do Centro Universitário Senac, de São Paulo.
 
A conclusão
      Ter uma fitball em casa ou no trabalho pode ser uma excelente oportunidade de acionar a musculatura do core, mas desde que você não fique sentado por horas a fio. Com relação à postura, difícil dizer qual dos dois a prejudica menos, mas uma coisa é certa: se você não tiver consciência corporal, provavelmente vai se posicionar tão errado na bola quanto na cadeira.
Sentar na bola funciona, desde que nos posicionemos nela super-retos e todos sabemos que a maioria das pessoas não faz isso.
      O grande problema, dizem os especialistas, é que, à medida que ficamos cansados da jornada de trabalho – quem não fica? –, tendemos a arquear os ombros e encolher. No caso da bola, como não há o apoio, pode-se mesmo cair para o lado. O apoio da cadeira sustenta a lombar, reduzindo a pressão sobre os discos intervertebrais. “Usar a bola como cadeira pode resultar no oposto do benefício que se espera. Ou seja, numa sobrecarga de toda a musculatura acessória: trapézio, ombros e coluna cervical. Ninguém consegue manter o tempo todo a sustentação da musculatura do core”, diz Claudia.
      Sentar na bola é bom? Sim, desde que por curtos períodos. Uma boa opção é alternar o uso da cadeira com o da bola. “Marque o tempo para trocar de suporte com o objetivo de prevenir a piora da postura. Gradativamente, aumente a permanência na bola”, sugere Marino. “Recomendo usá-la durante cerca de 10 minutos, com foco e com orientação profissional sobre como acionar o core”, completa Claudia.

Fonte: http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=2868

Não vá sentar ali. Sério!

      A nova ciência do sedentarismo aponta os riscos de ficar parado o dia todo. E isso vale também para malhadores.

A indústria sugere soluções para você fazer exercício mesmo quando  está trabalhando

      Se você trabalha o dia todo no escritório com o bumbum na cadeira, vai correndo fazer exercício no fim do expediente para compensar o tempo que passou sentado e na volta para casa descansa vendo TV, talvez seus dias de consciência tranquila terminem agora. É verdade que o Colégio Americano de Medicina do Esporte e a     Organização Mundial da Saúde (OMS) nos afirmam há mais de uma década que 30 min de malhação diária bastariam para a gente viver sem riscos de desenvolver uma doença crônica associada ao sedentarismo. Mas agora uma nova geração de estudos está chegando para abalar essa história, mostrando que, mesmo que você faça exercícios diariamente, vai prejudicar sua saúde se passar o resto do dia  sentado, sem fazer nada.
      Ao que tudo indica, não adianta mais seguir as recomendações e correr para a academia todo santo dia se, ao sair de lá, você despenca o bumbum numa cadeira ou num sofá e não se mexe mais até a hora de ir para a cama e dormir. Levar uma vida ativa não significa mais apenas malhar, mas incorporar ao dia a dia outras atividades físicas “não oficiais”, como andar até o carro ou ao ponto de ônibus ou descer ou subir as escadas para chegar ao seu apartamento ou escritório. São essas que realmente interessam, dizem os pesquisadores. Se você ainda duvida, veja este exemplo: os números revelados por um estudo da Universidade do Missouri (EUA) mostraram que pessoas que faziam mais exercícios “não oficiais” gastavam mais calorias do que quem corria 75 km por semana – o que não é pouco, diga-se de passagem –, mas praticamente não realizavam outra atividade física ao longo do dia.
      No fim do ano passado, um estudo liderado por Grégore Mielke, pesquisador do comportamento sedentário da Universidade Federal de Pelotas (RS), apontou que uma pessoa que segue as recomendações da OMS, de se exercitar por 30 min, cinco vezes por semana, e fica parada o resto do dia tem as mesmas condições de saúde de quem é sedentário, mas movimenta-se o dia todo de um lado para outro. Ou seja, pode ser que seguir as indicações da OMS, mesmo trazendo os benefícios já comprovados à saúde, não baste para reverter os males de não se deslocar a pé e de trabalhar, almoçar, jantar, ver TV e, em alguns casos, até malhar sentado.
      Mielke diz que essas novas pesquisas vêm ajudando a repensar o conceito de sedentarismo. Ser sedentário não é mais quem não se exercita “convencionalmente” – não malha na academia, não corre, não faz um esporte –, mas quem se movimenta pouco durante o dia, aí incluídos os movimentos feitos para, entre outros, amarrar o cadarço do tênis, caminhar até o banheiro ou simplesmente ficar de pé para falar ao telefone. Aparentemente, foi a quantidade desse tipo de movimento que diminuiu drasticamente em nossas vidas nas últimas décadas, contribuindo para aumentar cinturas, resistências a insulina e níveis de triglicérides.
      Um dos pioneiros nessa área foi o médico James Levine, da Clínica Mayo (EUA), que advertiu que deveríamos aumentar nosso gasto energético ao longo do dia durante as atividades do cotidiano, não apenas naqueles míseros 30 min ou 60 min depois do expediente. Segundo Levine, depois de duas horas de chá de cadeira, os músculos ficam estáticos, o coração bate mais devagar, o colesterol sobe, assim como o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Há alguns anos, ele chegou a desenvolver escrivaninhas acopladas a esteiras ergométricas para que as pessoas não precisassem mais trabalhar sentadas. Atualmente, aposta mais nos intervalos regulares durante o expediente.  
      Estima-se que, cada minuto de comportamento sedentário, substituído por alguma movimentação corporal, aumente o gasto energético em um quilocaloria, em uma pessoa de 72 kg.
      Para quem trabalha sentado, os pesquisadores recomendam manter os exercícios no fim do dia e acrescentar “passeios” mais longos pelo escritório, conversas ao vivo (e de pé) em vez de e-mail interno, sempre que possível, e até reuniões ao ar livre, caminhando. “Obviamente, não podemos eliminar a cadeira de nossas vidas. Mas devemos tentar reduzir o máximo possível o tempo que passamos sentados”, diz Peter Katzmarzyk, do Centro de Pesquisas Biomédicas de Pennington (EUA).
      Não é difícil encontrar maneiras de conseguir isso. Segundo o Vigitel, uma pesquisa anual sobre os dados de saúde dos brasileiros, cerca de 21% dos adultos entre 18 e 34 anos se deslocam para o trabalho de modo ativo, caminhando ou pedalando. O resto vai sentado. E, no país todo, pelo menos 20% das pessoas passam pelo menos três horas na frente da TV diariamente. Quer dizer, deixar o carro em casa, ficar de pé no ônibus, descer algumas quadras antes para caminhar um pouco ou desenferrujar a bicicleta são medidas  mais do que louváveis.
      Mesmo no trabalho, sua empresa pode ajudar. Por exemplo, adotando mesas de altura regulável que permitam aos funcionários escolher quantas horas vão passar de pé ou sentados na frente do computador, como já faz o Google em seus escritórios. Há também os miniergômetros feitos para mexer as pernas debaixo da mesa. “Será ótimo se as novas pesquisas justificarem alguma flexibilização no ambiente de trabalho e no sistema de transporte”, Mielke.

Fonte: http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=2923#